quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Energia no Brasil e no mundo

Poucos são os países no mundo autossuficientes na produção de energia. O Japão importa praticamente toda a energia que consome e até os Estados Unidos, com seu enorme território e seus recursos naturais, importam metade do petróleo que consome.
A dependência de importações implica envolvimento ativo em atividades comerciais, diplomáticas e até militares. Isso é verdade para importações de alimentos, mas não há nada mais essencial, nos dias de hoje, do que garantir um suprimento regular de combustíveis e eletricidade, sem os quais uma civilização moderna não sobrevive.
O Brasil tem, por isso, posição privilegiada por ser ao mesmo tempo um grande produtor de alimentos e de quase toda a energia que consome. Mais ainda, quase 50% dessa energia é renovável e praticamente não contribui para a produção de poluentes, seja em nível local ou em âmbito global. Isso se deve em parte ao fato de a eletricidade ser produzida em grande parte em usinas hidrelétricas.
Já países como a China, onde quase toda a eletricidade é produzida a partir do carvão, enfrentam sérios problemas de poluição urbana, uma vez que a queima de carvão é acompanhada de emissões de óxidos de enxofre e outros poluentes que estão tornando intolerável a vida nos grandes centros urbanos. O governo chinês está plenamente consciente da gravidade desses problemas para a saúde e tomou medidas sérias para reduzir o uso de carvão, melhorando a eficiência com que ele é utilizado. Um ganho adicional é a redução das emissões de gases como o dióxido de carbono, responsável pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas. Não há dúvida de que a China, hoje o maior país emissor mundial de dióxido de carbono, vai reduzir suas emissões nos próximos anos.
Essa é uma nova realidade. Desde o início do governo de Mao Tsé-tung, em 1948, a política seguida na China era a da industrialização a qualquer custo, sem considerar os impactos ambientais.
Já os Estados Unidos, onde poluição urbana já vem sendo controlada há anos, têm revelado preocupações crescentes com o aquecimento global, uma das prioridades do presidente Barack Obama, apesar de o Senado americano não ter aprovado sua proposta de limitar as emissões de carbono.
Sucede que, com o apoio de decisões da Suprema Corte, a agência ambiental americana (equivalente à Cetesb, em São Paulo) tem poderes de limitar o uso de carvão ou exigir que seja usado com maior eficiência. Além disso, o uso crescente de gás de xisto, que substitui o carvão e o petróleo, contribui para a redução das emissões.
Portanto, no panorama mundial, os dois grandes países, que desde 1992 se opuseram a adotar medidas sérias para reduzir emissões, mudaram suas políticas nessa área. Com isso, os argumentos utilizados pelos diplomatas de vários países em desenvolvimento há mais de 20 anos – os do Brasil incluídos -, e que sempre apoiaram a posição da China, estão perdendo sua validade, se é que já a tiveram em alguma ocasião.
Esses argumentos eram basicamente os seguintes:
Os responsáveis pelo aquecimento global são os países ricos, que já estão emitindo há mais de cem anos. Os países em desenvolvimento precisam desenvolver-se e, portanto, têm o direito de emitir. Juridicamente, esse argumento é questionável, porque até a adoção da Convenção do Clima, em 1992, emissões de carbono não eram consideradas perigosas. Punição retroativa aos grandes emissores do passado é difícil de aceitar.
As emissões por habitante são muito maiores nos países ricos do que nos países em desenvolvimento. Na realidade, as emissões da China por habitante são hoje tão elevadas como as da Alemanha e as emissões acumuladas dos países em desenvolvimento já representam quase metade de todas as emissões. Além disso, para se desenvolver eles podem usar tecnologias modernas que não poluam como no passado, baseando seu crescimento econômico em tecnologias “limpas”.
Na prática, com as novas políticas dos Estados Unidos e da China estamo-nos encaminhando para um acordo tácito com vista à redução das emissões. Uma consequência óbvia é que esses dois grandes países provavelmente começarão a tomar medidas para impedir que os poluidores nos países em desenvolvimento ponham por terra os seus esforços, aumentando as suas emissões.
Uma dessas medidas poderia ser a aplicação de uma taxa sobre carbono “embutido” nos produtos que importam. Por exemplo, uma boneca produzida na Índia exige para sua produção determinado consumo de energia elétrica que é produzida com carvão. Já a mesma boneca produzida no Brasil terá um conteúdo menor de carbono, porque a eletricidade é produzida em usinas hidrelétricas. Os países em desenvolvimento que exportam para os Estados Unidos terão uma vantagem competitiva se sua energia for produzida por fontes renováveis.
Com isso as negociações sobre mudanças climáticas passam a um novo nível, que não é o adotado até agora, em que estão envolvidos os 194 países-membros da Organização das Nações Unidas, os quais precisam adotar acordos por consenso. Quando isso foi feito no passado, na Conferência do Clima em 1992, no Rio de Janeiro, ou na Rio+20, em 2012, as decisões tomadas foram vagas e não comprometeram realmente os governos signatários a cumpri-las.
A Conferência do Rio de 1992 ainda teve resultados positivos, por causa da adoção da Agenda 21, que conscientizou toda uma geração de governantes e motivou muitos municípios e Estados a se reorientarem na direção de um desenvolvimento sustentável. A Rio+20 ficou apenas na retórica.
Agora, com as ações concretas da China e dos Estados Unidos, temos uma nova oportunidade, que o Brasil não deve perder.

Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ANP destaca potencial de gás natural em terra no Brasil

“O potencial do gás natural em terra é muito grande no Brasil, está em toda parte”, disse nesta segunda-feira, 26, em evento da Câmara de Comércio Americana, no Rio.
No caso do gás não convencional de folhelho (shale gas), Magda disse que, apesar de não haver confirmação do tamanho das reservas, o potencial é grande e a fonte precisa ser explorada. “Não é possível deixar o não convencional de lado.”
A ANP calcula, num exercício hipotético, que o potencial de gás não convencional em cinco bacias geológicas brasileiras poderia passar de 500 trilhões de pés cúbicos (TCFs), o que seria mais do que o pré-sal brasileiro. “É apenas um exercício, uma provocação”, esclareceu Magda.
O cálculo é feito com base no tamanho das bacias, usando como referência a produtividade da área de shale Barnett, uma região de shale gas de referência nos Estados Unidos.
Magda disse que, provavelmente, as bacias brasileiras não alcançarão a mesma produtividade. Porém, se obtivessem, a Bacia do Parnaíba teria 64 TCFs, Parecis 124 TCFs, Recôncavo 20 TCFs, São Francisco 80 TCFs e Paraná 226 TCFs.
A ANP destaca que a estimativa do Paraná foi feita por uma agência norte-americana e não é endossada pelo regulador brasileiro por falta de estudos.
A diretora-geral disse que o Ibama participará do licenciamento de poços para gás não convencional e estabelecerá requisitos específicos para este fim. Ela lembra que há Estados com larga experiência com licenciamentos, como a Bahia, e outros que estão sendo apresentados agora ao setor de óleo e gás, como Mato Grosso. “O Ibama vai ser um ator chave no licenciamento não convencional.”
Fonte: Estadão

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Honda será âncora para Comgás em novo polo automobilístico

Distribuidora vai poder atender outros clientes em Itirapina (SP) a partir de estrutura que fornecerá gás para nova fábrica de veículos

A Comgás contará com um citygate para atendimento da cidade paulista de Itirapina, a 212 km da capital, onde será construída a segunda fábrica da marca japonesa Honda no Brasil, com investimento de R$ 1 bilhão.
A concessionária já tem acordo em andamento com a companhia, mas sob cláusula de confidencialidade que não permite a divulgação de detalhes como o volume previsto de consumo.

A Honda servirá como âncora para uma futura estrutura de distribuição que permitirá fornecer gás natural para as demais empresas que virão à cidade de apenas 15 mil habitantes, formando um novo polo da indústria automobilística no estado de São Paulo.
Comércio, residências e municípios vizinhos também poderão ser atendidos futuramente, tão logo o mercado local se desenvolva e a rede vá se capilarizando, permitindo inclusive o suprimento a veículos movidos a GNV.

Elektro
Itirapina é atendida com eletricidade pela distribuidora Elektro, que informou que a fábrica da Honda terá suprimento em nível de transmissão a partir de instalações da CTEEP. Mas uma nova subestação da Elektro, de 138 kV/13,8, com 12,5 MVA, vai poder fazer frente à nova demanda por energia à medida que mais empresas se instalem no município e região. O investimento na nova subestação não foi revelado.

Fonte: Energia Hoje

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Reunião do Codesul vai discutir oferta de gás para região

O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul realizou, na segunda-feira, 19 de agosto, na sede da Fiesc em Florianópolis (SC), uma reunião reservada aos integrantes do Conselho e uma plenária com os governadores dos quatro estados membros, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O grupo vai discutiu em plenária comandada pelo presidente do Conselho, o governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo, soluções para o problema da baixa oferta de gás natural para os estados membros.
Os quatro estados são atualmente atendidos exclusivamente pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, que limita a capacidade de operação para o Sul do país em 12 milhões metros cúbicos diários de gás natural. Por ser suprida com gás importado com preço indexado em dólar, o que aumenta o preço e a deixa sujeita a volatilidade do câmbio, a região opera em desvantagem com outros estados supridos com gás nacional.
Atualmente, a região opera no limite de sua capacidade de oferta. Segundo informações da Transportadora do Gasoduto Bolívia-Brasil, em janeiro de 2013 foi registrado a distribuição de 95,9% da capacidade de transporte. Estudo realizado pelo Grupo de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontou uma demanda de mais de 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia até 2019 para os quatro estados, o que fortalece a necessidade de ampliação imediata do suprimento.

Cósme Polêse, presidente da SCGÁS, também participou da reunião. Ele reforça a importância dos supridores ampliarem a oferta à Região Sul do Brasil. De acordo com ele, a falta de mais suprimento de gás natural engessa o desenvolvimento da indústria de toda a região, que é a alavanca da economia do Sul do Brasil. Se o problema não for solucionado, há o risco de observar sérios danos ao desenvolvimento econômico da região.
No encontro, os estados assinaram um ofício endereçado à Petrobras, que solicita a ampliação da oferta e o acesso aos estudos da empresa que apontam as alternativas de ampliação da capacidade de fornecimento de gás aos Estados do Codesul. Entre as soluções sugeridas pelo grupo baseadas no estudo da UFRJ, estão a ampliação da capacidade de transporte do Gasbol e a implantação de um terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito em um dos portos do Sul do Brasil. Além disso, outra solução possível é o transporte à costa do gás produzido nos campos de petróleo da costa sul-brasileira e que atualmente é queimado.
Fonte: Agência CanalEnergia

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mercedes-Benz avança nos testes com motor bicombustível

O motor Mercedes-Benz OM 926 LA bicombustível – primeiro a ser certificado pelo Proconve P7 para uso de gás e diesel – será apresentado pela Empresa durante a Transpúblico 2013, feira de produtos e serviços para transporte coletivo urbano. Este evento acontece simultaneamente ao Seminário Nacional da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos. Ambos serão realizados, entre 3 e 5 de julho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Motor diesel + GNV reduz as emissões de gases do efeito estufa
Nessa nova solução em desenvolvimento pela Mercedes-Benz – a partir do conhecido motor OM 926 LA de 6 cilindros e 7,2 litros, que atende à legislação Proconve P-7 (equivalente ao Euro 5) – o principal combustível é o gás natural veicular (GNV), complementado pelo óleo diesel, seja o diesel de petróleo ou as misturas com diesel de cana ou biodiesel.
O conceito do motor prevê a injeção de GNV diretamente na entrada do coletor de admissão do motor, por meio de um sistema dosador e misturador. A quantificação do volume de gás é gerenciada eletronicamente, em combinação com o controle eletrônico da relação de ar/combustível.
“O veículo funciona com os dois combustíveis”, afirma Gilberto Leal, gerente de Desenvolvimento de Motores da Mercedes-Benz do Brasil. “Sem grandes alterações no motor básico a diesel foi possível atingir até 90% de relação de substituição de diesel por GNV. Nesta proporção há uma redução de 18% nas emissões de CO2, um dos principais gases do efeito estufa, e ainda redução de cerca de 30% de material particulado”.
O projeto incluiu mudanças mínimas na arquitetura elétrica e eletrônica do veículo, mantendo o sistema SCR (redução catalítica seletiva) e aplicando adicionalmente um catalisador de oxidação, a fim de reduzir as emissões de monóxido de carbono e metano.
Gilberto Leal aponta os benefícios do conceito “bicombustível” do motor Mercedes-Benz frente aos motores a gás convencionais. “Um veículo com um motor que consegue funcionar com diesel puro ou diesel + GNV, como o nosso, oferece vantagem sobre aquele que funcione exclusivamente com gás, pois quando não há disponibilidade de GNV, o veículo bicombustível opera normalmente, ou seja, abastecido só com diesel”.
“Com a possibilidade de aumento de oferta de gás natural veicular (GNV) no País, o uso desse combustível em ônibus urbanos será uma importante opção para reduzir o consumo de combustível diesel fóssil e para a redução dos custos operacionais das empresas de transporte”.
HíbridoBR reforça a vocação da Mercedes-Benz para a inovação
As soluções da marca voltadas ao uso de combustíveis alternativos ganham ainda mais evidência na Transpúblico com a demonstração do HíbridoBR. Trata-se do primeiro ônibus híbrido com tecnologia 100% nacional a circular no País, modelo já disponível para comercialização.
Este veículo, que reforça a vocação da Mercedes-Benz para a inovação, é fruto de uma parceria com a Eletra, fabricante brasileira especializada em veículos de transporte urbano com tração elétrica. Com base na experiência e conhecimento de ambas foi desenvolvido, aqui mesmo no País, um veículo totalmente adequado para uso nas cidades brasileiras, adaptado às características já conhecidas pelas empresas e operadores de transporte de passageiros.

A designação de “híbrido” acontece quando o veículo tem duas fontes de energia. No caso desse ônibus, isso inclui um grupo motor gerador e um banco de baterias. Apenas o motor elétrico movimenta o veículo, caracterizando a tecnologia “híbrido série”. A energia para o motor elétrico vem de um grupo motor gerador formado por um motor veicular Mercedes-Benz Euro 5 movido a diesel, biodiesel ou diesel de cana e um gerador fabricado pela WEG.
A otimização do motor diesel para a aplicação, a eficiência dos motores elétricos, a tecnologia de baterias, o sistema de frenagem regenerativa e a tecnologia de tração que gerencia todos os conjuntos permitem que o ônibus elétrico híbrido reduza a emissão e o consumo de combustível. As emissões locais, como o material particulado, são reduzidas em até 95% e o consumo de diesel é diminuído em cerca de 20% (se comparado com modelo similar movido semente a diesel), segundo comprovam resultados obtidos em testes pelo operador (Metra).
Motores Mercedes-Benz são multicombustíveis
Os engenheiros e técnicos da Mercedes-Benz do Brasil trabalham permanentemente no desenvolvimento do uso de combustíveis alternativos ao diesel de petróleo. Entre as experiências pioneiras da Mercedes-Benz do Brasil incluem-se, com sucesso, testes em bancos de provas e em ônibus e caminhões com diesel de cana e biodiesel.
O êxito desses desenvolvimentos são evidenciados especialmente no segmento de ônibus urbanos. Tanto o biodiesel quanto o diesel de cana já são utilizados normalmente em várias cidades, como, por exemplo, em operações regulares na Ecofrota de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Os ganhos ambientais proporcionados pela utilização de combustíveis alternativos são potencializados ainda mais pelos motores com tecnologia BlueTec 5 da Mercedes-Benz. Dessa forma, a Empresa dá importante contribuição à mobilidade sustentável e contribui com significativa redução de emissões. Além disso, oferece ainda aos clientes e aos operadores e gestores de transporte, a possibilidade inigualável de escolha entre diferentes combustíveis. Tudo isso sem realizar alterações no motor. Ou seja, os motores Mercedes-Benz são verdadeiramente multicombustíveis.
Fonte: Shoptrans

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Gás natural deverá ganhar importância em transportes

A demanda de gás no transporte rodoviário cresceu dez vezes entre 2000 e 2010, mas o gás de baixo custo nos EUA, resultado do boom da produção de gás de xisto, e preocupações com a poluição do ar e com a dependência de petróleo na China poderiam ajudá-lo a se tornar um combustível mais popular, disse a AIE.
Na sua perspectiva de cinco anos, a agência disse que espera que o uso do gás natural no transporte rodoviário suba para 98 bilhões de metros cúbicos até 2018, cobrindo cerca de 10% das necessidades energéticas incrementais no setor de transportes. De acordo com a AIE, essa mudança deverá reduzir o crescimento de médio prazo da demanda de petróleo e atingirá menos os biocombustíveis e carros elétricos.
“O gás já é um grande combustível na geração de energia”, mas, nos próximos cinco anos, ele também deverá “emergir como um importante combustível para transporte, impulsionado pela oferta abundante, assim como pelas preocupações com a dependência do petróleo e a poluição do ar”, disse Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE.

A AIE disse que o gás teve um potencial significativo para utilização em transporte pesado, como o ferroviário, embora essa evolução seja improvável nos próximos cinco anos.
Apesar deste novo fator de demanda, a AIE também destacou desafios para o gás em todas as grandes regiões, incluindo o contínuo uso de carvão na América do Norte, a fraca demanda na Europa e às dificuldades de produção no Oriente Médio e na África.
Embora a agência ainda veja os próximos cinco anos como uma “Idade de Ouro” do gás, a sua mais recente previsão de médio prazo reduz a projeção de demanda de cinco anos em 75 bilhões de metros cúbicos em comparação com o sua perspectiva de 2012.
No entanto, a demanda mundial de gás natural deverá aumentar 15,6% nos próximos cinco anos para chegar a 3,962 trilhões de metros cúbicos, ante o nível atual.
China deve se manter como principal motor da demanda, respondendo por 30% do crescimento global nos próximos cinco anos. O país deve se tornar o quarto maior produtor de gás do mundo, mas ainda irá absorver um terço do aumento esperado da oferta de gás natural liquefeito e todo o aumento da produção da Ásia Central, disse a AIE.
Os EUA deverão continuar a dominar o crescimento da oferta, o que representa mais de um quinto do aumento da produção mundial de gás, à medida em que continua a explorar suas reservas de gás de xisto.

Fonte: Dow Jones Newswires.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Estados do Sul planejam integrar redes

Ainda que cada estado da região Sul tenha seu plano alternativo para o esgotamento da capacidade de distribuição do Gasbol, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul planejam que as futuras redes sejam integradas.

Em Santa Catarina, um terminal semelhante ao paranaense está projetado para o porto de São Francisco. No Rio Grande do Sul, o mesmo está previsto para Porto Alegre. Com as três linhas em funcionamento, a previsão é de que os estados passem, inclusive, a fornecer o eventual gás excedente para São Paulo. “Com gasodutos ampliados, os três estados podem fornecer gás para o restante do Brasil, principalmente o Paraná, pela proximidade geográfica”, afirma o presidente da Compagas, Luciano Pizzatto.


Os três estados também negociam com o Ministério de Minas e Energia para que uma ramificação seja puxada a partir de Penápolis, no interior de São Paulo, aproveitando parte do gás boliviano. O projeto, no entanto, está parado.



Funil

A capacidade do Gasbol está esgotada porque o duto diminui de tamanho quando sai de São Paulo em direção ao Sul. Enquanto no Sudeste o canal tem 32 polegadas de diâmetro, a largura reduz para 24 e 16 polegadas quando o canal desce o mapa. “É uma limitação física que existe em função da engenharia de como o duto foi feito. A integração de novos dutos é benéfica para todos os estados”, afirma o professor do departamento de energia, petróleo e gás da PUC-RS, Armando Emmendoerfer.

Fonte: Gazeta do Povo