quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Procura pelo GNV dispara

O futuro aumento da gasolina em fevereiro já refletiu na maior procura pelo gás veicular como alternativa econômica para muitos motoristas niteroíenses. Os comerciantes que trabalham com instalação do famoso ‘kit gás’ apontam aumento de até 100% do movimento nas lojas. Além da maior procura alternativas como a bicicleta também caíram no gosto de alguns motoristas. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS) prevê aumento, também, de 100% do uso do GNV.
O presidente executivo ABEGÁS, Augusto Salomon, destacou o uso médio diário do GNV em todo o Brasil. “Até novembro de 2014, o consumo médio de GNV no país era de 5 milhões de metros cúbicos por dia. Com o reajuste da gasolina nossa expectativa é dobrar o uso do GNV em todo o país, uma vez que além de econômico o combustível é ambientalmente mais amigável pois é 20% menos poluente em relação à gasolina e 15% menos quando comparado com o etanol.”
Na Rede Gás, no Ponto Cém Reis, o aumento já começou e representa o dobro da procura e instalação do cilindro de gás veicular. Enquanto dois kits eram instalados por dia hoje esse número saltou para quatro, o que representa um aumento de 100%. “Todas as vezes que tem aumento na gasolina a procura é maior. A febre do gás continua, pois é muito vantajoso”, comentou o gerente da loja Miguel Jerônímo que explicou que a instalação pode variar de RS 1.800 até R$ 5 mil, dependendo das condições do veículo. Sobre a possibilidade de aumentar o valor do produto em decorrência do aumento da procura o gerente foi enfático. “Não vamos aumentar e vamos continuar cativando nosso cliente”, reforçou.
Para o taxista Márcio Teixeira o gás veicular foi instalado em seu carro assim que lançou no mercado e ele lembra, saudoso, do preço de R$ 0,42. Hoje esse valor já saltou para RS 1,79 e mesmo assim, com uma diferença de 326% de aumento, o gás ainda é mais vantajoso. “Além de econômico, o gás não prejudica o meio ambiente e ainda reduz em mais de 70% o valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (!PVA)\ opinou.

Para a gerente da Mil de Niterói, no bairro São Lourenço, Deise Pereira, o movimento ainda não começou mas as instalações de gás não param. “Acredito que a procura vai aumentar mas ainda não aconteceu. Acho que na primeira semana de fevereiro, quando o consumidor começar realmente a pagar mais caro, a loja vai ter mais movimento”, relatou. O mecânico que trabalha no local, Ricardo Batista, informou que a instalação varia de RS 1.200 a R$4 mil. “Temos um bom preço e ainda não tem como saber se esse preço vai aumentar ou não”, explicou.
Para o policial militar Luciano Carvalho, 35 anos, a medida de adotar o gás veicular em detrimento ao aumento da gasolina aconteceu em dezembro. A economia já é bem vista no orçamento mensal da família Carvalho, com pouco mais de 40%. quando antes se gastava R$ 350 agora se gasta R$ 200 com o novo combustível. “Se eu trabalhasse perto da minha casa eu trocaria o carro pela bicicleta. Além de contribuir para o meio ambiente e diminuir o tempo no trânsito, ainda iria perder uns quilinhos. Quero comprar uma bicicleta para andar perto de casa como ir em uma padaria ou farmácia”, explicou.
RELEMBRE 0 CASO
O Sindicato dos Postos de Combustíveis do Estado do Rio (Sindestado-RJ) informou no início da semana que a gasolina terá impacto de 17% no preço final. O aumento passa a valer a partir do dia 1 de fevereiro. Na refinaria a gasolina custa, segundo o Sindestado-RJ, R$ 1,30 e com o aumento esse valor subiria para RS 1,52.

Fonte: A Tribuna (Niterói – RJ)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Colapso no preço do petróleo lembra os anos 80, com uma diferença: o xisto

Bem-vindo ao novo mundo do petróleo de 2015 — uma repetição surpreendente da história de 30 anos atrás. Entre novembro de 1985 e março de 1986, o preço do petróleo bruto caiu 67%. Entre junho de 2014 e hoje, os preços caíram 57% e ainda podem recuar ainda mais.
Depois do colapso de meados dos anos 80, demorou quase duas décadas para que os preços do petróleo voltassem a subir para os níveis anteriores à queda e permanecessem em alta. Hoje, uma pergunta aterroriza os executivos do setor: Vai demorar tanto tempo dessa vez?
A resposta talvez esteja em uma enorme diferença entre hoje e 30 anos atrás: a velocidade do xisto.
Antes de as empresas de petróleo dos Estados Unidos terem descoberto como extrair petróleo das formações de xisto, os projetos petrolíferos frequentemente demoravam anos para serem executados. Vinte anos se passaram entre o momento em que um pescador encontrou uma mancha escura nas águas da costa do México e que o petróleo começou a jorrar no gigantesco projeto Cantarell na península de Yucatan. Foram necessários nove anos e bilhões de dólares para levar o petróleo bruto do norte do Alasca aos mercados globais.
Hoje, o descobrimento e a exploração de petróleo de rochas de xisto significam que a produção é mais rápida e está mais próxima do mercado americano — no Texas, Dakota do Norte, Colorado, Oklahoma, Wyoming e até Ohio. Perfurar e fraturar rochas hidraulicamente demora semanas, não anos. Um poço caro sai por US$ 10 milhões, comparado com os bilhões exigidos para perfurar no oceano e construir a infraestrutura necessária. Além disso, os investimentos, tanto em tempo quanto em dinheiro, estão minguando rapidamente.
O ciclo de investimento em um campo de petróleo encolheu. Exploradores descobriram a formação de xisto de Eagle Ford, no Texas, em 2008. Em cinco anos, ela passou a produzir um milhão de barris por dia — graças ao fluxo abundante de capital que pagou pela exploração de outros milhares de novos poços. Os poços de xisto secam rápido e, para que os campos continuem produzindo, são necessárias perfurações constantes.
A produção de petróleo de xisto, que permite uma reação rápida, pode ajudar a reduzir a oferta de forma mais acelerada que no passado, devolvendo o equilíbrio ao mercado sem que seja necessário esperar por anos. Tanto petróleo novo disponível em poços de xisto fáceis de explorar também pode tornar as altas de preço menos frequentes.
Mas isso não significa que os preços vão se recuperar em breve ou voltar para o nível de três dígitos visto meses atrás. A pressão nos preços pode ser necessária por mais alguns meses no setor do petróleo dos EUA e seus financiadores para controlar a oferta.
O Goldman Sachs Group Inc. informou na segunda-feira que prevê uma recuperação “em forma de U”, com preços deprimidos até que o mercado se reequilibre e eles voltem a subir em 2016. O banco acrescentou que espera um preço médio para o petróleo bruto em 2015 de US$ 47,15 por barril, bem abaixo da previsão anterior de US$ 73,75.
Para a indústria, um ano de preços baixos não se compara com uma década inteira. Mas não é difícil de prever o que acontecerá: O boom de petróleo de xisto tem apenas cinco anos — e enfrenta sua primeira crise. “Ninguém sabe quais seriam as consequências de um `teste de estresse´ na produção americana”, diz Leonardo Maugeri, acadêmico da Universidade Harvard que já foi um alto executivo da gigante petrolífera italiana Eni SpA.
Muitos economistas e analistas da indústria acreditam que os preços provavelmente se recuperarão até o fim do ano. O preço do barril de petróleo que é referência mundial, que fechou ontem em US$ 46,59, “deverá voltar ao patamar de US$ 70 e eu suspeito que se manterá aí por algum tempo”, diz Stephen P.A. Brown, economista de energia da Universidade de Nevada, em Las Vegas, e ex-economista da regional de Dallas do Federal Reserve, o banco central dos EUA.
Durante a última grande explosão de preços do petróleo provocada pela redução de oferta, a demanda permaneceu paralisada por vários anos, em parte graças a medidas de economia que os americanos adotaram depois do embargo árabe nos anos 70. O país adotou padrões de eficiência de consumo para os carros e o uso de petróleo para gerar eletricidade caiu em desuso.
Ao mesmo tempo, a produção de petróleo de países fora da Opep cresceu rapidamente. A produção no Mar do Norte explodiu assim como na China e em Omã. O México começou a exportar mais de 1 milhão de barris por dia em 1981 de seu complexo de Cantarell. Até o setor petrolífero americano começou a extrair mais petróleo de seus campos relativamente pequenos mas de custo elevado.
Assim, um excesso de oferta foi criado. No princípio, quando os preços começaram a cair, a Arábia Saudita tentou impulsionar as cotações reduzindo sua produção, que caiu de 10 milhões de barris por dia no início da década para 2,3 milhões de barris em agosto de 1985, segundo a Agência de Informação de Energia dos EUA. No fim daquele ano, cansados de perder mercado para os novos exportadores de petróleo, os sauditas jogaram a toalha e voltaram a produzir mais — assim como o resto da Opep.
Os preços mundiais entraram em queda livre, indo de cerca de U$ 30 por barril em novembro de 1985 para quase US$ 10 em julho de 1986. O setor americano praticamente fechou as portas. No fim de 1985, havia cerca de 2.300 poços sendo explorados. Um ano depois havia perto de 1 mil.

Os preços voltaram a subir alguns anos depois, impulsionados pela invasão do Kuait em 1990. Mas a alta não durou muito, terminando em 1991 quando a Operação Tempestade no Deserto expulsou as tropas iraquianas do Kuait e os incêndios provocados pelos invasores em retirada foram apagados. Depois, os preços se mantiveram baixos, entre US$ 15 e US$ 25, até o fim daquela década.
A oferta voltou a buscar o equilíbrio, com a demanda retomando o crescimento só a partir de 2000. O crescimento econômico global, especialmente na Ásia, elevou a demanda pelo petróleo bruto à medida que a classe média chinesa começava a dirigir carros. A importação de petróleo da China, que era virtualmente zero em 1985, tem crescido de maneira estável desde então. Ontem, as importações chinesas atingiram um novo recorde, de cerca de sete milhões de barris por dia. Os preços subiram muito em 2008 e depois caíram com a crise econômica e a recessão. Mas a queda de preço foi breve e se recuperou rapidamente.
Hoje, a demanda por petróleo bruto está crescendo, embora lentamente, em todo o mundo. A saúde da economia global e o apetite chinês por combustíveis terão um impacto significativo nos preços do petróleo bruto nos EUA e no mundo. Um evento externo — uma guerra ou conflito civil em um país grande produtor de petróleo — pode elevar os preços novamente.
Como no passado, a Arábia Saudita está apostando que os preços baixos forçarão os outros produtores a reduzir a exploração. Os preços em queda irão afetar a produção americana, mas talvez menos do que a Opep esperava. O custo de produção de petróleo de xisto — especialmente nos novos campos americanos responsáveis pela grande explosão na produção — está caindo.
Desde que os preços do petróleo começaram a cair, muitas empresas reduziram planos de gastos de capital para 2015. Mas a produção continua subindo.
Mike Rothman, presidente da Cornerstone Analytics, diz que, como os custos de perfuração estão recuando, não está claro quando a produção de xisto nos EUA vai cair. “Quão rápida será a resposta do xisto para essa queda nos preços? Essa é uma pergunta sem resposta”, diz. “Com o xisto, estamos lidando com um cenário muito diferente.”

Fonte: The Wall Street Journal – USA

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Compagas tem faturamento recorde

A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) irá fechar o ano de 2014 com uma marca histórica: o faturamento recorde de R$ 2,4 bilhões – um crescimento cinco vezes maior do que o registrado em 2013, quando a receita bruta chegou a R$ 480 milhões. O desempenho é resultado, principalmente, do fechamento do contrato de R$ 1,5 bilhão para o suprimento do combustível para a Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA) – assinado em fevereiro – e irá possibilitar o investimento da companhia em projetos de expansão em Curitiba e região metropolitana e para o interior do estado.
Na avaliação do diretor-presidente da Compagas, Luciano Pizzatto – que irá transferir o cargo para Fernando Ghignone no novo mandato do governo Beto Richa –, a companhia experimentou em 2014 um momento de nova estatura como empresa, uma vez que o salto de faturamento teve consequências sobre sua gestão, permitindo o planejamento de novos negócios e da interiorização da companhia. “O aumento do faturamento, a mudança da capacidade de investimento e as novas fronteiras energéticas fizeram com que, neste ano, a companhia atingisse o patamar de maior maturidade na sua existência”, analisa.
Mesmo com o cenário positivo, alguns projetos tidos como prioritários, como a construção de um gasoduto que ligue Araucária ao Porto de Paranaguá e permita a implantação do terminal de importação de gás natural liquefeito (GNL) – que a companhia tenta tirar do papel desde 2012 –, não foram adiante. “Este é um projeto estratégico que está pendente dentro das metas da Compagas. Ele está previsto apenas como estudo para o ano de 2015, não como investimento”, diz Pizzatto.

Investimentos
Aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, o orçamento da Compagas para 2015 será de R$ 85,7 milhões e prevê a ampliação da distribuição de gás no estado com a execução de projetos em andamento e a construção de novas redes.
Nos Campos Gerais, as obras de ampliação da rede de gás natural – que contemplam as cidades de Ponta Grossa, Castro e Carambeí – receberão um aporte de R$ 40 milhões em 2015, ano em que deve ser concluída a linha de 75 km de dutos interligando os três municípios. Ponta Grossa ainda receberá o investimento de R$ 2 milhões para o início das obras de atendimento ao segmento residencial.
O município de São Mateus do Sul, por sua vez, receberá um investimento de R$ 77 mil e a Lapa também será contemplada pelo orçamento com a expansão da rede de gás natural a partir de Araucária. Para a região norte, será direcionado um montante de cerca de R$ 1,5 milhão para a construção de novas redes nas cidades de Cambé e Rolândia. “As obras da unidade autônoma de Rolândia vão iniciar e devem ser concluídas em 2015. Ao final deste ano a pretensão é a de que se comece a integração desta unidade com Londrina”, explica Pizzatto.
O projeto Nordeste Região Metropolitana de Curitiba (RMC) também será contemplado com a execução da rede de gás nos municípios de Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Colombo e Pinhais para atender à solicitação de indústrias que pediram ampliações de fornecimento e/ou que precisam de reforço de rede.

Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Rolls Royce e Siemens concluem acordo sobre turbinas a gás

A Rolls-Royce concluiu a venda de sua divisão de turbinas de energia a gás e compressores para a Siemens. O valor do negócio é de R$ 2,9 bilhões e a vendedora ainda receberá R$ 756 milhões para um acordo de licenciamento com duração de 25 anos, garantindo à empresa alemã acesso a tecnologias aero derivadas para uso em turbinas a gás de 4 a 85 MW de potência. A fábrica localizada no Rio de Janeiro está incluída na negociação. O acordo já havia sido anunciado em maio deste ano.


Fonte: Agência CanalEnergia

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Consumo de gás natural bate recorde no Paraná

O consumo de gás natural no Paraná bateu recorde no mês de outubro com uma média diária que atingiu 3,2 milhões de metros cúbicos. Os dados são do relatório de acompanhamento mensal da Compagas.
O consumo foi impulsionado pela Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA) para a geração de energia elétrica, responsável por 60,4% do volume utilizado no estado, e também pelo setor industrial, que em outubro registrou o maior consumo de gás do ano, respondendo por 35,8% do total distribuído.

Em relação ao número de consumidores, a Compagas registrou um total de 25.205 clientes, um acréscimo de 795 unidades em relação a setembro, sendo 794 do segmento residencial, e um do comercial. A extensão da rede de distribuição atingiu 703 km para atendimento a 14 cidades do Paraná.

Fonte: Notícias Compagas

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Rússia fecha novo acordo para vender gás à China

Moscou e Pequim firmaram um acordo de fornecimento de gás do oeste da Sibéria para a China, pelo qual em algum momento mais gás poderá fluir da Rússia para seu vasto vizinho do leste do que para os tradicionais mercados europeus.
Admitindo que detalhes cruciais, como o preço, serão acertados, o negócio representará outro grande passo nos esforços do presidente russo, Vladimir Putin, para construir uma relação mais próxima com a China no setor energético, compensando assim o crescente isolamento a que a Rússia vem sendo submetida pelo Ocidente.
Prejudicada pelas sanções impostas por EUA e União Europeia, devido ao seu apoio aos separatistas russos na Ucrânia, a Rússia há muito tenta reduzir a sua dependência da Europa como cliente e diversificar seus mercados exportadores. Este mais novo acordo representa um passo importante nesse sentido.
Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, assinaram o acordo à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, uma associação regional) em Pequim, enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, chegava à capital chinesa para o encontro.

Pelo acordo, a Gazprom, grupo de energia controlado pelo Kremlin, fornecerá à estatal de petróleo chinesa CNPC 30 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. Isso, além dos 38 bilhões que a Rússia concordou em vender para a China em um acordo de US$ 400 bilhões firmado em maio.
O negócio de maio envolveu gás de campos que ainda serão desenvolvidos numa região remota de tundra no leste da Sibéria. No entanto, o acordo de ontem, ao qual Moscou se refere como a rota “ocidental”, fornecerá à China gás de campos do oeste da Sibéria, que atualmente suprem a Europa.
“Levando em conta o aumento do fornecimento de gás ao longo da rota ocidental, o volume total de gás exportado para a China poderá superar o fornecimento à Europa no médio prazo”, disse Alexei Miller, presidente da Gazprom.
“O fornecimento sairá de campos do oeste da Sibéria que são a mesma base de recursos hoje usada nas exportações para a Europa”, acrescentou. “A rota ocidental está se tornando um projeto prioritário em nossa cooperação de gás.”
A Sibéria ocidental é mais ou menos equidistante da Europa e da Ásia, de modo que, assim que os dutos necessários estiverem prontos, o gás produzido ali poderá ser encaminhado para o mercado que oferecer condições mais atraentes.
No entanto, autoridades russas e chinesas vêm discutindo a rota ocidental há anos, e especialistas disseram que o modelo acertado ontem é apenas o mais recente estágio de uma longa negociação que poderá não resultar em um acordo comercial.
Além disso, a Europa comprou da Rússia 160 bilhões de metros cúbicos de gás no ano passado, de modo que deverá continuar sendo o maior mercado comprador do gás russo nos próximos anos.
Keun-Wook Paik, pesquisador sênior do Instituto Oxford para Estudos Energéticos, disse que a Rússia está tentando anular as exportações de gás natural liquefeito dos Estados Unidos, que poderão começar a chegar ao mercado chinês no fim desta década.
“O presidente Putin está preocupado com a entrada do GNL americano no mercado asiático”, disse. “Assim, antes que ele comece a chegar à China, a Rússia precisa conquistar uma parcela do mercado chinês de gás encanado.” Para Paik, a China será “o campo de batalha para os EUA e a Rússia à medida que eles se concentram na Ásia”.
Separadamente, a CNPC também anunciou ontem que vai comprar uma participação de 10% na Vankorneft da Rússia, uma subsidária da estatal de petróleo Rosneft.
Um mapa inicial divulgado pela Gazprom para a imprensa russa, indica que o duto ocidental de gás cruzará a estreita e ambientalmente sensível fronteira com a China na província de Xinjiang, que fica no extremo oeste do país. Negociações anteriores abriram a possibilidade de uma rota mais longa, passando pelo Cazaquistão ou a Mongólia.
A rota cazaque teria permitido ao país adquirir quase um terço do gás, resolvendo as preocupações chinesas em encontrar um mercado para todo o gás contratado. No entanto, algumas pessoas no Cazaquistão se opuseram à ideia de o país se tornar dependente da energia de seu vizinho maior do norte. A Rússia já apoiou no passado a construção de dutos para a China passando pela Mongólia, mas a ideia foi vetada pela China.

Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Hard Rock Café utilizará gás natural

A primeira casa do Hard Rock Café no Paraná fechou contrato com a Compagas para uso do gás natural na unidade em Curitiba. A previsão é que já na inauguração do espaço, prevista para dezembro, o combustível esteja presente nos fogões e nas lareiras.
O espaço está em construção na esquina das ruas Buenos Aires e Comendador Araújo, no bairro Batel, na capital paranaense. A casa terá três andares e dois palcos: no primeiro e no segundo pisos ficarão o bar e o restaurante e no último um espaço para eventos e pista de dança. Inicialmente, o Hard Rock Café funcionará com o cardápio que faz sucesso nos Estados Unidos e nos meses seguintes os pratos serão ajustados ao gosto curitibano.
O contrato foi fechado nessa semana pelo vendedor Edson da Silva Godinho, da Gerência de Vendas Urbano (GVU) da Compagas.

Fonte: Notícias Compagas