quarta-feira, 18 de março de 2015

Biometano na rede

A oferta de gás nacional ganhou um incremento no início deste ano, com a abertura da possibilidade de comercialização de biometano para as distribuidoras de gás natural. Com a resolução 8/2015 da ANP, publicada em 30 de janeiro, está autorizada e regulamentada a venda do biometano para uso veicular, em instalações comerciais e residenciais e para geração de energia. O potencial de produção do biocombustível é enorme, estimado em cerca de 102 milhões de m3 por dia, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Seria mais do que suficiente para atender ao consumo nacional de gás natural, atualmente de 78 milhões de m3/dia.
Entretanto, a realização desse potencial dependerá de uma série de variáveis, e a penetração do biometano projetada pela EPE para 2030 é de apenas 5,78 milhões de m3/d, podendo chegar a 17,72 milhões de m3/dia caso sejam promovidas novas políticas de incentivo. Os dados constam nos estudos de demanda de energia 13/14, com horizonte em 2050.

Para se tornar comercial, o biometano deve atender a critérios de composição e tratamento estabelecidos pela ANP. Todos os critérios visam garantir a intercambialidade com o gás natural, essencial para viabilizar a injeção do combustível sem danos à rede, e a manutenção do poder calorífico. A agência reguladora exige que cada molécula tenha percentual mínimo de 96,5% de metano e de 0,5% de oxigênio, entre outros limites estabelecidos pela resolução.
Para atestar que seu combustível atende aos critérios estabelecidos, os produtores deverão realizar sistematicamente um controle de qualidade em linha, emitindo diariamente um certificado de qualidade, com envio mensal de sumário estatístico à ANP, bem como notificação de interrupção de produção e fornecimento. Além disso, os certificados devem ser armazenados pelo período de um ano para viabilizar possíveis fiscalizações por parte da agência.
Exceção
Todos esses processos de teste de qualidade estão normatizados e listados na resolução da ANP, exceto para um tipo de biometano: o proveniente dos resíduos sólidos urbanos, ou seja, do lixo e do lodo de esgoto. Esses dois tipos de biometano passam por um tratamento a fim de eliminar contaminantes existentes nos resíduos sólidos urbanos.
A normatização desses procedimentos de coleta e análise é o que impedia até então a agência de autorizar a injeção do biometano na rede de distribuição de gás, liberando seu uso para clientes residenciais, industriais e em veículos. Atualmente, o único uso previsto na resolução é o industrial, já que as indústrias teriam condições de assumir o risco da aquisição do combustível e conhecimento para negociar.
Para enfrentar a situação, agentes interessados na liberação do biometano de resíduos sólidos, incluindo as associações do setor Abegas e Abiogás, estão propondo a norma que acreditam ser a mais adequada para a ABNT. Uma vez que a Associação Brasileira de Normas Técnicas aprove a normatização das metodologias de coleta e análise deste tipo de biometano, a ANP poderá abrir uma audiência pública para propor mudança na resolução e incluir o biometano de resíduos sólidos na regra atual.

Fonte: Brasil Energia

segunda-feira, 16 de março de 2015

Consumo de gás natural sobe 15,4% em um ano

Crescimento continua a refletir a manutenção do despacho termelétrico, que apresentou aumento de 54%
O Levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) aponta que a utilização de gás natural no país cresceu 15,4%, na comparação entre janeiro de 2014 e 2015. A manutenção do despacho termelétrico continua a puxar o consumo, que apresentou crescimento de 54% na comparação anual  e chegou a 34,8 milhões de m³/dia no primeiro mês deste ano.

O presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, defende uma nova política energética para viabilizar a entrada do gás natural na matriz elétrica nacional. “O incentivo à geração distribuída e à cogeração a gás natural reduziria o custo da geração termelétrica e elevaria a eficiência na geração de energia no país”. O executivo reforça que uma planta de cogeração pode ter uma eficiência de até 95%, enquanto uma termelétrica de ciclo combinado não ultrapassa 60%. A cogeração a gás natural apresentou retração de 15,7% no consumo, na comparação entre janeiro de 2014 e dezembro de 2015, e 3% na avaliação anual.
Em janeiro de 2015 o segmento industrial apresentou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e 3,2% na comparação com dezembro de 2014, resultado do aumento da produção industrial registrado no período. Já o setor comercial apresentou retração de 1,5% na comparação anual e de 15% na comparação entre o primeiro mês de 2015 e o último de 2014.
O segmento automotivo registrou retração de 8%, na comparação com o mês anterior em virtude da sazonalidade do período de férias. Na comparação entre janeiro de 2014 e 2015, a retração foi de 3%. “A expectativa é que a partir do próximo mês seja retomado o crescimento devido ao preço competitivo do GNV em relação aos combustíveis líquidos (gasolina e etanol)”, declara Augusto Salomon.
O consumo residencial, cujo maior mercado encontra-se na região Sudeste, apresentou retração de 30,6% na comparação entre janeiro de 2015 e dezembro de 2014. O resultado reflete a crise hídrica na região e também a sazonalidade do período de férias, quando muitas pessoas viajam. No período de um ano essa queda foi de 7%.
Fonte: Comunicação ABEGÁS

terça-feira, 10 de março de 2015

Governo prepara leilão de gás

O MME está pedindo a todas as concessionárias de gás canalizado para informarem qual o volume de gás descontratado para ofertar em projetos de novas usinas termelétricas a serem construídas em caráter emergencial, em um prazo de dois anos. O volume será oferecido em um leilão previsto para o mês de maio e a expectativa do governo é viabilizar 1,5 GW térmico.
No levantamento junto ao mercado, o governo quer saber o volume e o ponto da rede de distribuição onde o gás poderá ser disponibilizado. As informações devem ser apresentadas até abril para que potenciais empreendedores possam simular o custo de geração do projeto em cada concessão. Os geradores que garantirem o fornecimento pela menor tarifa levam o volume.

Dependendo das condições do ponto de entrega, as distribuidoras poderão ter que lançar pequenos ramais para ligar as novas usinas, acarretando diferentes custos para o gás. Este seria o caso de volumes disponibilizados em estações de entrega ou plantas industriais, como refinarias, onde não há espaço para a construção térmica em uma área adjacente.
Pelas regras colocadas pelo governo, as distribuidoras de gás terão que garantir a geração das usinas por um período de oito horas por dia, em um contrato de 15 anos, prorrogável por mais cinco anos. Não haverá um preço base ou teto para o gás, que será estipulado livremente pelas distribuidoras, ao contrário do que aconteceu no PPT (Programa Prioritário Termelétrico), em 2000, quando os preços foram fixados pelo governo e subsidiados pela Petrobras.
Segundo uma fonte do setor, o leilão tem aspectos positivos e negativos para as distribuidoras de gás. A vantagem está na garantia de um contrato de longo prazo em um momento em que a indústria está descontratando volumes em função do desaquecimento econômico e o aumento do custo da energia. Em contrapartida, as distribuidoras de gás terão que conviver com uma margem de ganho menor do que nos contratos industriais, ainda que estes durem em média de dois a três anos e obriguem as concessionárias a fazer malabarismos para comercializar os volumes mínimos contratados junto à Petrobras (take or pay).
Fonte: Brasil Energia

sexta-feira, 6 de março de 2015

Rolândia (PR) terá rede para distribuição de gás natural

A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) atenderá o município de Rolândia com o fornecimento de gás natural. Até 2017, a empresa investirá R$ 5 milhões na execução do projeto. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (04) em reunião entre o diretor-presidente da Compagas, Fernando Ghignone, e o prefeito do município, Johnny Lehmann.


Depois de constatar a demanda pelo gás natural na região, a Compagas confirmou o investimento em Rolândia para uma rede de distribuição que vai atender os segmentos comercial e industrial. De acordo com o prefeito Johnny Lehmann, a expectativa dos empresários para a chegada do gás natural é alta e o combustível deve abastecer a indústrias de diferentes segmentos.
 “A nossa perspectiva é que a instalação do gás natural trará mais competitividade às empresas de Rolândia e, consequentemente, mais desenvolvimento para o nosso município”. As obras para o atendimento ao município devem ser iniciadas em dezembro de 2015 e o investimento previsto para esse ano é de R$ 1,5 milhão para execução de 0,4 km de rede. O projeto total contemplará 5,5 km.

A Compagas atende hoje 16 cidades paranaenses. De acordo com Fernando Ghignone, a meta é que até 2020 mais de 20 municípios sejam atendidos pela rede de gás natural e Rolândia faz parte do projeto de interiorização da Companhia.
 “A Compagas passa por um grande momento, com a construção de novos ramais de gás e projetos que serão dirigidos a diferentes regiões do Paraná. O nosso objetivo principal é fazer com que o gás chegue a cada vez mais municípios no interior do Estado”, explica o diretor presidente.
ATUAÇÃO – A Compagas, concessionária responsável pela distribuição de gás natural no Paraná, completou 20 anos em 2014. Empresa de economia mista, tem como acionista majoritária a Companhia Paranaense de Energia (Copel), com 51% das ações, a Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 24,5%.
Em março de 2000 a empresa passou a ser a primeira distribuidora do Sul do país a fornecer o gás natural, com a inauguração do ramal sul do gasoduto Bolívia – Brasil (Gasbol).
Atualmente, a Compagas conta com mais de 23 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica, atendendo 16 municípios: Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Colombo, Quatro Barras, Fazenda Rio Grande, São Mateus do Sul, Pinhais, Paranaguá, Londrina, Carambeí e Castro.

Fonte: Agência de Notícias – Governo do Estado do Paraná

quinta-feira, 5 de março de 2015

Brasil e Reino Unido destacam potencial brasileiro para pesquisa em gás natural

Com o crescimento da demanda por energia e as expectativas projetadas pela exploração do pré-sal e de bacias terrestres, a indústria do gás natural pode crescer consideravelmente nos próximos anos. Oportunidades de pesquisa surgidas desse cenário foram discutidas por cientistas e empresários do setor no “Scoping Workshop for Brazil-UK Sustainable Gas Future”, realizado na FAPESP no dia 25 de fevereiro.
O evento foi promovido pela FAPESP em parceria com o Natural Environment Research Council (NERC), conselho do Reino Unido que financia a pesquisa científica voltada ao meio ambiente. As discussões auxiliarão a Fundação e o NERC a formalizarem a iniciativa Futuro do Gás Sustentável, que apoiará pesquisas em energia e gás realizadas por brasileiros em colaboração com instituições do Reino Unido.

 “O gás terá uma participação cada vez maior na matriz energética brasileira e é necessário discutir e promover colaborações científicas para seu uso como fonte sustentável de energia”, disse Julio Romano Meneghini, coordenador do workshop e professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP).
 “Além do consumo interno, a exportação de gás liquefeito também ampliará a importância do setor. Mas, apesar de todo esse potencial, o mercado ainda é incipiente e muitas questões precisam ser tratadas de maneira científica para desenvolver o setor adequadamente, de forma plena e sustentável. Essas questões foram levantadas pelos pesquisadores que participaram do workshop e guiarão o acordo entre a FAPESP e o NERC”, disse Meneghini.
Entre os aspectos prioritários discutidos estiveram a captura e o armazenamento de carbono, a infraestrutura do setor, bioenergia e biogás, tecnologias inovativas para a produção de gás natural e sustentabilidade da cadeia produtiva.
Para Chris Franklin, coordenador da área de Ciências da Terra do NERC, as discussões do workshop foram ao encontro dos objetivos da iniciativa que será desenvolvida em parceria com a FAPESP.
“O NERC trabalha em conjunto com os demais conselhos de pesquisa do Reino Unido para planejar e desenvolver investigações na área de energia dentro de um quadro estratégico comum, unindo pesquisadores, indústria e inovação para aumentar a eficiência energética no mundo, ao mesmo tempo em que são reduzidas as emissões de dióxido de carbono tanto no Reino Unido quanto no exterior, garantindo segurança energética e acessibilidade”, disse.
De acordo com Franklin, o objetivo é fomentar colaborações que ajudem a alcançar as metas de aumento de 15% de energia a partir de fontes renováveis até 2020 e redução de 80% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050.
 “O Futuro do Gás Sustentável vai desenvolver metodologias para exploração de gás e avaliar seu papel nos sistemas sustentáveis de energia, oferecer visões alternativas sobre sistemas sustentáveis de energia com baixa emissão de carbono, identificar tecnologias sustentáveis para o uso do gás nesses cenários e promover a interação de tecnologias atuais e futuras na cadeia do gás e de outras fontes de energia”, disse.
Segurança
Em 2012, o relatório World Energy Outlook, publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), divulgou que os Estados Unidos – país que mais consome energia do mundo – poderiam se tornar autossuficientes no setor até 2035.
A transformação viria da extração de petróleo e de gás de folhelho. Também chamado de gás de xisto ou gás não convencional, encontra-se aprisionado em rochas sedimentares de baixa permeabilidade, abaixo das rochas mais permeáveis de onde são retirados o petróleo e o gás convencionais.
De acordo com Colombo Celso Gaeta Tassinari, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, um dos palestrantes do workshop, a exploração de gás não convencional pode beneficiar consideravelmente também o Brasil, mas há desafios a serem superados para seu aproveitamento adequado.
 “A extração desse tipo de gás é muito mais barata porque se dá em bacias terrestres, em área continental, e a diminuição desse custo o torna um produto altamente competitivo, especialmente dada a sua abundância. Mas o Brasil precisa saber caracterizar petrofisicamente essas rochas e o teor de matéria orgânica em todas as bacias sedimentares que contêm o folhelho brasileiro, que são várias, entre outras medidas que garantam a segurança ambiental da exploração. Trata-se de um grande potencial para a pesquisa”, disse.
Tassinari reforçou que há grande preocupação quanto à possibilidade de contaminação do solo no processo de extração do gás de folhelho. Isso porque, ante a pouca permeabilidade da rocha, o processo se dá por meio de fraturamento hidráulico, ou fracking, técnica que injeta grandes quantidades de água com areia e produtos químicos, sob alta pressão, no solo, para fazer com que o gás escape pelo poço até a superfície.
 “O poço tem todo um revestimento de concreto e aço para impedir as contaminações e a água utilizada pode ser reaproveitada. Mas é de extrema importância que sejam feitos estudos ambientais prévios e que se crie uma regulamentação própria do ponto de vista econômico e ambiental para que se possa desenvolver esse recurso no Brasil com segurança”, disse.
Além disso, as peculiaridades de cada bacia sedimentar exigem estudos específicos. “Universidades brasileiras já desenvolvem projetos de investigação para avaliar o quanto se tem de gás de folhelho disponível nessas bacias para exploração e garantir que o processo seja bem feito, em áreas adequadas, para não contaminar os aquíferos. Trata-se de um universo considerável para a pesquisa científica”, disse Tassinari.
Dorrik Stow, diretor do Institute of Petroleum Engineering da Heriot-Watt University, na Escócia, reforçou, durante o workshop, a necessidade de estudos ambientais aprofundados antes, durante e após a exploração do gás de folhelho.
“É fundamental que sejam sempre avaliadas as condições ambientais prévias para o desenvolvimento de recursos desse gás não convencional, a caracterização de eventuais áreas de contaminação por produtos orgânicos e inorgânicos, a criação de um sistema de monitoramento da água subterrânea em tempo real durante a exploração e o desenvolvimento de novas técnicas para evitar ou minimizar impactos ambientais”, disse.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou em 2013 o primeiro leilão com foco em gás em terra, quando foram arrematados 72 blocos em cinco bacias, mas ainda não foram definidas as regras para a produção de gás de folhelho nesses locais.
Além da USP e da Heriot-Watt University, participaram do workshop pesquisadores e representantes das instituições britânicas Keele University, Cardiff University, University of Aberdeen, Durham University, University College London e Sustainable Gas Institute do Imperial College London, e das brasileiras Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Também participaram representantes de empresas de consultoria na área de energia e da indústria de óleo e gás, como BG E&P Brasil, Datagro e Petrobras.
O workshop teve apoio do Newton Fund, fundo do governo britânico de fomento à ciência e à inovação.
As apresentações feitas no evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/9240.

Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 4 de março de 2015

SCGÁS firma parceria para estudar a viabilidade de projetos de biogás

A SCGÁS e a Eco Conceitos de Pomerode estão celebrando acordo para avaliar a viabilidade da implantação de usinas de biogás no estado de Santa Catarina. A formalização pública da parceria ocorre hoje, em evento na Câmara de Comércio e Indústria no Consulado Brasil-Alemanha em Blumenau, onde ambas as partes assinarão o protocolo de entendimento do projeto.

A parceria busca estudar a geração de metano a partir de dejetos orgânicos provenientes de aterros sanitários, resíduos agrícolas, manejo de animais suínos e estações de tratamento doméstico. A Eco Conceitos também participou da criação da primeira usina de biometano de Santa Catarina, em Pomerode, e realiza várias pesquisas no setor. O contrato de parceria tem duração de três anos a partir da data de assinatura.
Para o presidente da SCGÁS, Cósme Polêse, o estudo sobre a viabilidade do insumo é um passo importante para a Companhia. “A implantação de usinas de biogás é uma solução sustentável do ponto de vista econômico, ambiental e social, gerando também uma importante contribuição para a diminuição do aquecimento global”, destaca.

Fonte: Notícias SCGÁS

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Repsol anuncia nova descoberta de gás natural em campo no sul da Bolívia

A companhia petrolífera espanhola Repsol anunciou nesta terça-feira a descoberta de uma nova reserva de gás natural no campo de Margarita, no sul da Bolívia, que permitirá extrair mais dois milhões de metros cúbicos diários para sua exportação aos mercados de Brasil e Argentina.
A descoberta aconteceu com a perfuração do poço Margarita 8, a uma profundidade de 5.250 metros, na formação geológica de Santa Rosa, informou a filial boliviana da Repsol em comunicado enviado à Agência Efe. O poço está no bloco Caipipendi, no departamento de Tarija, pertencente um consórcio entre Repsol (37,5 %), British Gas (37,5 %) e da anglo-argentina Pan American Energy (25 %).

Com a descoberta se garante a produção de 16,5 milhões de metros cúbicos diários de gás no campo, indicou a empresa. O Brasil importa atualmente 32 milhões de metros cúbicos diários de gás natural boliviano e a Argentina cerca de 16 milhões de metros cúbicos diários. A Repsol anunciou a descoberta em um ato no poço Margarita 8, que contou com a participação do presidente da Bolívia, Evo Morales; do presidente interino da Repsol no país, Guillermo Fernández; seu colega na estatal boliviana YPFB, Guillermo Achá, e o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Alberto Sánchez. Até 2018 serão investidos US$ 293 milhões no desenvolvimento da terceira fase do projeto Margarita -Huacaya, que se somarão ao US$ 1,25 bilhão já investidos, anunciou a Repsol. A empresa espera elevar a produção do campo para 18 milhões de metros cúbicos diários em janeiro de 2016, uma meta acertada a partir dos novos acordos de entrega de maior volume de gás natural ao Estado boliviano para exportações e para o mercado interno.

Fonte: EFE