quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mais três empresas operando com GNV no Mato Grosso

O mercado de gás natural em Mato Grosso promete se aquecer com o ingresso de mais três indústrias que usarão o combustível para funcionar. A Prol Indústria de Móveis de Aço foi a primeira das três a começar a utilizar o gás no início deste mês. As outras duas, Pap Rações e Milan Móveis, já assinaram contrato e devem iniciar as operações em um prazo de 45 dias. As informações são do engenheiro da GNV-MT Distribuidora de Gás Natural, Francisco Jammal Almeida.

Cada uma deverá consumir 20 mil m³ do gás ao mês. A expectativa é que com mais esse incremento o consumo aumente em cerca de 30%. De acordo com Jammal, antes das três, apenas a Sadia trabalhava com o gás no setor industrial. “As indústrias começaram a enxergar o GNV como vantagem para sua empresa, uma vez que proporciona uma grande economia energética, fora a colaboração com o meio ambiente ”, conclui.

Segundo ele, a agregação de mais empresas é possível graças a estabilidade no envio do combustível a Mato Grosso por parte da Bolívia. “Estamos conseguindo transmitir segurança ao Estado e isso só tem aumentado o interesse de indústrias no gás, uma vez que ele é a opção que oferece o melhor custo benefício”, explica.


CONSUMO DO GÁS


O consumo do gás natural aumentou 20% no Estado quando comparado o consumo de janeiro a maio deste ano, com o período de 2011. Nos cinco primeiros meses de 2012 foram consumidos 963,6 mil m³ do gás, contra 802,9 mil m³ no período do ano passado.


Só no mês de maio o aumento é de 3,3% quando comparado a maio de 2011, quando foram consumidos 186 mil m³ contra 192,2 mil m³ este ano.


Já em relação a abril houve queda de 1,3% quando o consumo chegou a 204,6 mil m³, o maior deste ano. Os dados foram divulgados ontem (25) pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). Conforme Jammal, o consumo do gás no Estado segue estável. “Essa pequena queda se deve a feriados”, explica.


Para o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares, até que o governo do Estado adote uma política de incentivo ao combustível, o consumo continuará nesses patamares. “É necessário uma política de incentivo para que essa realidade se modifique em grande escala”, explica.


Quando o assunto é economia, o GNV pode chegar a ser 50% mais econômico para os motoristas, além de ser ambientalmente mais correto. Para se ter uma ideia da economia no abastecimento com o gás, atualmente o metro cúbico está sendo vendido por R$ 1,79, ante R$ 1,87 por litro de etanol, uma diferença de 4,4%. “A economia é garantida”, conclui Jammal.
Fonte: Folha do Estado

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Trecho Sul do Gasbol ampliado



Petrobras vai destinar US$ 2,3 bilhões para processamento e movimentação de gás nos próximos quatro anos

A Petrobras vai ampliar em 2 milhões de m3/dia a capacidade de transporte do trecho Sul do Gasbol, anunciou nesta segunda-feira (25/06) o diretor de Gás & Energia da companhia, José Alcides Santoro. O aumento da capacidade de compressão do gasoduto foi incluído no plano de negócios da companhia, que vai destinar, até 2016, US$ 2,3 bilhões para projetos de expansão do processamento –incluindo a ampliação da UPGN Cabiúnas – e movimentação do gás natural.

Atualmente, o trecho Sul do Gasbol está dividido em três seções com diferentes capacidades de transporte. No primeiro segmento, que vai de Paulínia (SP) até Araucária (PR), a capacidade atual é de 12,8 milhões m3/dia, que atende o Paraná e parte do mercado de São Paulo. A partir de Joinville (SC), o trecho Sul do Gasbol reduz sua capacidade para 4 milhões de m3/dia até a estação de Nova Veneza (SC). Esse segundo segmento atende basicamente o mercado de Santa Catarina. De Várzea do Cedro (RS) em diante, a capacidade de transporte do gasoduto reduz-se para 2,8 milhões de m3/d.


De acordo com estudos do Grupo de Economia de Energia da UFRJ, a capacidade do último segmento é insuficiente para atender, simultaneamente, o despacho máximo da UTE de Canoas (1,2 milhões de m3/dia), o consumo pleno da Refap (1,5 milhões de m3/dia) e o mercado industrial do Rio Grande do Sul.

A capacidade da segunda seção também é insuficiente para atender picos de consumo dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto a pequena folga do primeiro segmento não basta para suprir a demanda reprimida da Compagas.

Fonte: Brasil Energia

terça-feira, 26 de junho de 2012

Leilões de gás natural

A divulgação pelo IBGE do resultado do PIB 2011, crescimento de 2,7%, mostrando forte desaceleração em relação ao crescimento de 7,5%, registrado em 2010, acendeu o sinal de alerta no futuro da economia brasileira especialmente no setor industrial. A participação do setor industrial no PIB recuou para 14,6% ante 16,2% em 2010. Apesar da diversificação do nosso parque industrial , o peso relativo da indústria no PIB recuou aos níveis de 1956. Diferentemente da China, onde a indústria representa 43.1% do PIB, da Coréia com 30,4% e de 20,8% da Alemanha.

No momento atual, um em quatro produtos industrializados consumidos no Brasil é importado, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Em 2003 essa relação era de um para dez. A conjuntura econômica internacional, marcada pela retração das atividades, com conseqüente aumento da capacidade ociosa da indústria local e sua corrida para os mercados emergentes agravou os problemas da indústria nacional. Iniciativas e políticas que ampliem as condições de competitividade do parque industrial brasileiro são fundamentais para garantir o crescimento da economia nacional, com inclusão social.


 
A indústria química é um importante e dinâmico setor da economia do Brasil, tanto em termos percentuais, quanto em termos efetivos. Limitada por impostos, câmbio desfavorável, lapsos logísticos e penalizada por energia e matéria-prima cada vez mais cara, a indústria química brasileira sofre dura concorrência internacional, principalmente das fábricas instaladas em regiões que dispõe de gás natural farto e a preços baixos.

Um instrumento preciso de política industrial para o setor químico deveria abordar de forma imediata o preço do gás natural matéria-prima. Com peso significativo na formação do custo desta indústria, o gás natural usado como matéria-prima no Brasil, segundo a Abegás, atingiu em 2011 apenas o volume de 735 mil m3/dia representando cerca de 2% do consumo nacional.

Por ser ao mesmo tempo pouco importante no consumo total e ter papel estratégico a jusante, o preço diferenciado – do gás natural matéria-prima – deve ser alvo de uma ação de curto prazo do governo federal.

Uma iniciativa imediata poderia ser a realização de leilões de gás natural específico para o uso como matéria-prima. Iniciados em maio de 2009, os leilões de gás natural realizados pela Petrobras, até hoje foram realizados 11 leilões, juntamente com os descontos concedidos nos contratos firmes, se constituíram em um instrumento fundamental para minimizar os altos preços do gás natural nacional, viabilizando a manutenção da sua competitividade e a ampliação do mercado. Os preços de gás natural de leilão estão cerca de 30% abaixo dos preços dos contratos de longo prazo.

A realização de leilões específicos para o gás matéria-prima, com prazos mais elásticos e valores de referência mais flexíveis, poderá contribuir substancialmente para ajudar, no curtíssimo prazo, a melhoria da competitividade da indústria química.



*Davidson Magalhães é presidente da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás)

Fonte: Brasil Econômico

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A idade do ouro do gás natural


Os estados possuem um papel extremamente importante para que o gás natural possa avançar em nossa matriz energética - e a região Sul vive um momento de grandes oportunidades


A Agência Internacional de Energia tem mostrado que estamos no início da idade de ouro do gás natural. O aumento da produção mundial, graças principalmente à exploração de reservas não convencionais, como o gás de xisto, e o menor potencial poluidor do insumo entre as fontes fósseis de energia lhe garantem essa importância em tempos de mudanças climáticas. O fato de se tratar de um combustível estratégico para a indústria, pois pode ser usado com altíssimos níveis de eficiência e competitividade, completa esse cenário do gás natural como protagonista energético deste século.

O aumento da participação do combustível na matriz energética também se verifica no Brasil. Por aqui, junto com a ampliação das reservas, a regulamentação da lei 11.909/2009, a Lei do Gás, abre espaço para um uso mais intenso do energético em todas as regiões do país. Um exemplo do seu potencial indutor de consumo é a criação das figuras do consumidor livre, auto-importador e autoprodutor.

Os estados possuem um papel extremamente importante para que o gás natural possa avançar em nossa matriz energética. É deles a responsabilidade de promover a regulação em linha com o que já existe no âmbito da lei federal e das novas regulamentações que estão por vir. Mesmo os estados que não possuam expectativas de se tornarem produtores de gás precisam preparar o mercado para tornarem-se eventualmente importadores de gás, através de investimentos em terminais de regaseificação, a exemplo de projetos já comentados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também podem receber gás de outras regiões por meio de gasodutos.

Sem a previsão regulatória das figuras do auto-importador, autoprodutor e consumidor livre, a transição para um ambiente de maior competitividade desses mercados será mais lenta, se não inviável.

A região Sul do país vive justamente esse momento – de grandes oportunidades. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do estado (Agergs) tem se mostrado atenta à necessidade de definição de regras para criar um mercado local competitivo. Somados com a perspectiva de instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) na região, esses avanços indicam que o estado não só poderá contar com volumes expressivos do combustível nos próximos anos, como terá condições regulatórias para disponibilizá-los aos consumidores em condições competitivas. Afinal, a expectativa é que a agência promova uma regulação eficiente da sua distribuição, que reflita a transparência e previsibilidade das tarifas e promova um ambiente mais competitivo para a indústria local.

Situação semelhante se verifica nos estados vizinhos. Com o aumento da oferta do insumo no Rio Grande do Sul, a partir de um novo local de suprimento, será possível que parte do gás natural boliviano hoje enviado por meio do Gasbol até a região de Porto Alegre possa ser destinada ao mercado do Paraná e Santa Catarina.

Os desafios regulatórios também são intensos nesses estados. O Paraná, que de acordo com dados da Firjan possui uma das maiores margens de distribuição do país, criou recentemente um comitê para estudar a regulação no estado, inclusive com o objetivo de rever essa margem. Santa Catarina, por sua vez, também tem demonstrado muito interesse em evoluir para garantir uma regulação adequada aos interesses de todos os agentes. Vale lembrar ainda que, nos três estados da região, os 3 contratos de concessão das distribuidoras têm cláusulas de remuneração incompatíveis com a situação macroeconômica do país, que precisam ser revistos.

A consideração de todos esses pontos é fundamental para que o mercado de gás natural não só possa se desenvolver em termos de oferta, como tenha participação de toda uma cadeia de consumidores, gerando empregos, renda e favorecendo o desenvolvimento econômico e social da região. A garantia de condições regulatórias em cada um dos estados que permitam a oferta competitiva do insumo é o principal caminho para o Sul do Brasil trilhar a sua própria era do ouro do gás natural.


Por Ricardo Pinto

Coordenador de Energia Térmica da ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres)

Fonte: Revista Amanhã

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ONU defende uso do gás natural para salvar florestas

O gás natural, incluindo o não-tradicional gás de xisto, deveria ter um papel importante na redução das emissões de gases do efeito estufa, na preservação das florestas e na melhora dos padrões de vida e saúde das populações pobres, disse o copresidente do programa de energia sustentável da ONU Kandeh Yumkella.

Sem isso, a chamada Iniciativa de Energia Sustentável para Todos, da ONU, terá dificuldades em alcançar até 2030 as metas de acesso energético universal e duplicação dos índices de melhoria energética e uso de recursos renováveis, disse Yumkella à Reuters, na segunda-feira, durante a conferência Rio+20.

"Você não conseguirá salvar a floresta se não tiver gás", disse Yumkella, originário de Serra Leoa. "É uma das soluções das quais precisamos para reduzir o desmatamento e reduzir os 2 milhões de pessoas que morreram a cada ano por causa da poluição atmosférica em ambiente fechado, devido ao uso da lenha."

Yumkella, que é também chefe da Organização de Desenvolvimento Industrial da ONU, admite que seu apoio ao gás natural é polêmico, mas acha que seria quase impossível conseguir até 2030 o valor estimado --43 bilhões de dólares por ano-- necessário para fornecer eletricidade para 1,3 bilhão de pessoas, metade do número que não tem acesso a ela hoje.

Muitos participantes da Rio+20 consideram problemática a inclusão do gás natural na iniciativa.

O gás natural é um hidrocarboneto não renovável, e sua queima provoca emissões de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa.

"Yumkella é um grande homem, mas seu painel é dominado por pessoas que falam pelas grandes indústrias energéticas", disse Pasco Sabido, consultor climático da ONG Friends of the Earth Europe.

O painel de Yumkella, nomeado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tem como outros copresidentes Chad Holliday, presidente do Bank of America, Chen Yuan, presidente do Banco de Desenvolvimento da China, e o brasileiro Carlos Ghosn, presidente e executivo-chefe da Renault-Nissan.

Sabido considera que a ênfase na geração de energia para os pobres deveria estar na adoção da energia solar e da biomassa.

"O gás pode ser bom como uma medida paliativa", disse Carlos Rittle, da entidade ambiental WWF. "Mas não é uma solução de longo prazo. Precisamos realmente nos afastar das velhas fontes energéticas."

Lidy Nacpil, que participa da coordenação do Movimento Jubileu para Dívida e Desenvolvimento no Sul da Ásia/Pacífico, também fez críticas à abordagem de Yumkella. "Qualquer iniciativa energética global que não coloque as pessoas em primeiro lugar está fadada ao fracasso na solução da pobreza energética", disse. "Em vez de olhar para a energia pertencente e gerida pela comunidade, ela empurra mais privatizações."


ENERGIA NA PAUTA

Mas Yumkella considera que as críticas são inerentes à discussão. "Pelo menos conseguimos finalmente colocar a energia na pauta", afirmou. "Antes disso, qualquer discussão sobre energia na ONU ficava em segundo plano diante da geopolítica do petróleo e do gás."

O desenvolvimento do gás e do petróleo é essencial, disse ele, especialmente porque a preocupação com a segurança energética levou à descoberta de novos recursos em lugares como Serra Leoa, seu país natal, e outras nações da África, região com menor acesso a eletricidade e energia limpa.


"Pense no mundo daqui a 40 anos", disse ele. "Será que a África vai exportar seus recursos para o mundo desenvolvido, para que os caras ricos tenham seus jipes e ar-condicionado, e todo o resto do pessoal continue pobre? Essa é a receita da insegurança."

Ao mesmo tempo, ele louva o desenvolvimento do gás de xisto nos EUA, por se tratar de um recurso abundante que ajudou o país, um dos maiores poluidores mundiais, a baratear sua energia e reduzir suas emissões de carbono, já que o gás é mais limpo que o carvão.

"Saudamos novas fontes de energia, na verdade é preciso dar crédito aos norte-americanos", disse Yumkella. "Há 15 anos eles decidiram investir em novas tecnologias."

"O gás de xisto é factível se a pesquisa e desenvolvimento forem feitos, e é menos poluente do que outras formas... Ao mesmo tempo, precisamos salvaguardar, precisamos assegurar que as tecnologias não causem danos colaterais."

Sabido, da Friends of the Earth, qualificou essa posição de perigosa, porque a exploração do gás de xisto ameaça mananciais e perturba comunidades remotas.

Quanto às tecnologias existentes de petróleo e gás, muita coisa precisa ser feita para evitar o desperdício e a poluição. Algumas medidas poderiam contribuir para o acesso dos mais pobres à energia, segundo ele.

Parte da iniciativa prevê uma redução drástica na quantidade de gás queimado ou desperdiçado devido à falta de mercados ou gasodutos.

"A quantidade de gás queimada na África pode amparar 50 por cento das necessidades elétricas da África, e o pior (desperdício) é na Nigéria", disse ele.


Fonte: Reuters

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Empresas buscam soluções para suprir demanda por profissionais em petróleo e gás

As recentes descobertas de petróleo na costa brasileira têm colocado o país em destaque no cenário mundial. Em recente painel intitulado ‘Ano 2030 – O Futuro da produção de Petróleo e Gás’, realizado no início deste mês no Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, cerca de 300 empresários e jornalistas responderam à pergunta “Qual o país deve liderar as novas descobertas em petróleo?” A grande maioria respondeu: Brasil. Para atender à essa expectativa global e à capacidade de produção, as petrolíferas e suas cadeias de fornecedores recorrem a serviços especializados para atrair mão de obra qualificada e pronta para operação.

A NES Global Talent, multinacional especializada em soluções de mão de obra para os diversos segmentos da Engenharia, Petróleo e Gás, espera que em 2012 o quadro de disputa por profissionais qualificados, não apenas dentro de cada setor, mas entre as indústrias pesadas e de petróleo, tenda a ser ainda mais acirrado. De acordo com Giovanna Dantas, gerente de operações da NES Global Talent no Brasil, as empresas enfrentam desafios como a falta de mão de obra qualificada, burocracia para obtenção de vistos no caso de expatriados e o crescimento da demanda local por engenheiros, a cada ano. “O nosso trabalho é justamente encontrar a equação perfeita entre os objetivos dos empregadores e empregados. Encontrar a companhia certa, saber onde estão os melhores projetos em todo o mundo e alinhar as expectativas de salário e condições de mercado são questões a serem trabalhadas de forma cotidiana”, diz Dantas.


 
A NES Global Talent opera no Brasil desde 2010 e fornece expertise em um setor que vem demandando cada vez mais profissionais capacitados. A empresa já colaborou na contratação de mais de 350 técnicos no país só em 2011, entre engenheiros brasileiros e estrangeiros de diversas especialidades. O escritório nacional trabalha em conjunto com uma rede de escritórios da própria empresa espalhada por mais de 40 países, o que permite otimização de processos e agilidades nas respostas ao profissional e empresa contratante.

A NES Global Talent é uma empresa de serviços especializada em atender demandas do setor de Petróleo e Gás, Geração de Energia e Infraestrutura nas áreas de recrutamento de profissionais de elevado nível técnico, processos de outsourcing e gerenciamento de folha de pagamento, além de oferecer apoio jurídico e documentação para expatriados. A rede de escritórios abrange a Europa, Américas, Ásia e Oriente Médio, o que significa que o grupo está muito bem localizado para atender clientes em qualquer lugar do mundo, sempre propondo soluções inovadoras. Em 2011, o volume de negócios da NES Global Talent foi de £ 379.4 milhões. Atualmente, a empresa conta com mais de 4.000 funcionários locados em escritórios em diversos países.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Projeto prevê desconto de 50% no IPVA de veículos movidos a gás


O desconto de 50% no pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para os veículos movidos a gás natural veicular (GNV) foi sugerido pelo deputado Coronel Gilberto Santana (PTN), que apresentou o Projeto de Lei no 19.723/2012, na Assembleia Legislativa, para apreciação de seus pares. “O alcance do projeto deve ser compreendido como um alerta para o meio ambiente e para a saúde de todo o povo do Estado da Bahia”, afirmou Gilberto.
De acordo com o parlamentar, a matéria tem por objetivo incentivar o uso do GNV, levando-se em consideração que o gás natural é menos poluente, podendo emitir até 80% menos monóxido de carbono na atmosfera se comparado a gasolina, desde que a conversão de motor seja realizada de forma regular.
Uma das exigências trazidas pelo projeto para a garantia do benefício, é que a conversão do motor para biocombustível esteja regularizada junto ao Detran, bem como feita em estabelecimento homologado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia. Outra vantagem apontada pelo deputado é o rendimento do GNV quando comparado aos demais combustíveis, como a gasolina e o álcool, a redução nos gastos como abastecimento fica em torno de 50% a 70%.
Gilberto ressalta que o problema da poluição do ar é hoje um dos principais desafios a serem enfrentados por nações de todo o mundo. Tendo as emissões de gás carbônico e de outros gases poluentes aumentado em nível muito superior ao que o ecossistema terrestre pode suportar fato que contribuiu para a aceleração do efeito estufa – o .chamado aquecimento global – e para o agravamento de diversas doenças, sobretudo, as respiratórias e as de pele.

O deputado alerta que apenas na Bahia são mais de dois milhões de veículos circulando diariamente e a substituição para o GNV, um dos mais seguros, mais limpos e menos tóxicos entre os combustíveis, contribuirá para c diminuição .da poluição  veicular.
“A sociedade como um todo e, principalmente, nós parlamentares temos que propor e nos envolver na concepção e implementação de politicas públicas que visem à redução das emissões de poluentes, enfim ações em defesa do meio ambiente”, declarou Santana e completou, “devido aos grandes benefícios que a utilização do gás natural veicular-•GNV traz ao meio ambiente. se comparado a outros combustíveis. e pela relevância do tema, peço-lhes a aprovação unânime.”

Fonte: Jus Brasil Notícias