quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Iveco entrega milésimo caminhão movido a gás natural

A Iveco conquistou mais uma importante marca no mercado mundial de veículos movidos à energia alternativa. A montadora entregou o milésimo caminhão Stralis Natural Power ao operador logístico CityLogistics, empresa francesa que fornece serviços de entregas urbanas e distribuição nas cidades de Lyon e Villeurbanne. Os caminhões foram desenvolvidos para rodar com Gás Natural Veicular (GNV).
Com planos de estender o atendimento para outras partes do país, mantendo o foco na redução da emissão de poluentes, a CityLogistics conta com uma frota de veículos “verdes”, incluindo os caminhões Iveco movidos a GNV. Na recente feira de transportes Solutrans, em Lyon, na França, a empresa encomendou dez Iveco Stralis Natural Power. A venda fez a montadora superar a marca das mil unidades em operação. Os veículos estão equipados com o motor Cursor 8 GNV, e podem utilizar gás metano de origem fóssil ou renovável (biogás).
Uma alternativa viável ao diesel, o gás natural, é benéfico em vários aspectos, um deles é o preço de reabastecimento, reduzindo o custo total de propriedade (TCO) em até 10%, quando comparado com veículos diesel Euro VI.

Com relação às emissões, o gás natural é um combustível absolutamente limpo, devido a sua baixa emissão de partículas (-95% em comparação ao diesel) e 35% a menos de NOX. Com o GNV, é possível, ainda, reduzir as emissões de CO2 dos veículos, a partir de 10%, ou quase 100%, no caso da utilização de Biometano.
Em termos de fornecimento de infraestrutura para reabastecimento, a CityLogistics também fechou um acordo com o grupo espanhol Endesa para a construção e gestão de um novo posto de abastecimento na cidade de Lyon, que já está em operação.

Fonte: LogWEB

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Gás, a solução para um transporte sustentável

Nas últimas semanas temos tido sérios problemas de poluição em Madrid que levaram à implementação de medidas extraordinárias para evitar que a situação pior do ar exterior. A redução da velocidade a 70 km / h em M-30 ou estacionamento limitações têm sido algumas das medidas que foram tomadas para tentar melhorar a qualidade do ar na cidade e, portanto, a saúde das pessoas .
Conselheiro para o Meio Ambiente e Mobilidade da Cidade de Madrid, Inés Sabanés mostrou estes dias a necessidade de continuar a melhorar a qualidade do ar das cidades avançar para uma mobilidade verdadeiramente sustentável através de uma frota de ônibus municipais limpo e de qualidade. Neste contexto, o gás é um grande aliado para alcançar os objetivos ambientais prosseguidos pela sua energia limpa intrínseca e solução ideal para a redução das características de poluentes.

A qualidade do ar é uma indicação de quanto ar está isento de poluição do ar e, portanto, apto para ser respirado. O alvo para a quantidade de ar que pode respirar sem risco é determinada pela presença na atmosfera de poluentes atmosféricos, ou os contaminantes podem ser material particulado e dióxido de azoto (NO2), dióxido de enxofre (SO2) e de ozono troposférico (O3). Assim, o ar torna-se uma chave para a nossa saúde, ainda mais importante do que o alimento que nós comemos ou a água que bebemos.
A incorporação de gás e seu papel fundamental na melhoria da qualidade do ar na cidade remonta a década de 90, quando substituiu caldeiras a carvão e inaugurou a chegada de ônibus com esta energia.
Ainda há espaço para melhorias para aprimorar o ar das nossas cidades através da incorporação de gás em residências, substituindo outros combustíveis. Atualmente, a penetração do gás em casas em Espanha atinge 29 por cento, enquanto que nos países vizinhos sobe para 40 por cento em França, 48 por cento na Alemanha, 65 por cento na Bélgica; 88 por cento em Itália, 89 por cento na Grã-Bretanha e 95 por cento na Holanda. A média europeia é de 50 por cento, muito longe do nosso 29 por cento.
No entanto, a principal fonte de poluição nas grandes cidades é a sua frota, ea maioria das cidades espanholas de mais de 100.000 habitantes exceder os limites legais para a poluição do ar.
Aplicando gás no sector dos transportes permite reduzir drasticamente as emissões de partículas sólidas em 100% e cerca de 100% as emissões de óxidos de enxofre. Além de ônibus de gás para reduzir cerca de 40% da exposição de óxidos de azoto em relação aos combustíveis tradicionais, especialmente em relação ao diesel. Da mesma forma 20% minimiza a emissão de gases de efeito estufa, e ter cinco decibéis a menos de ruído ambiente em comparação com os veículos com motores diesel.
O gás em veículos tem sido utilizada desde 1994 em Madrid, ano em que o primeiro barramento foi incorporada. Desde então, a frota aumentou para quase quinhentos unidades. No transporte público Madrid, gás responde por 40% do total da frota de ônibus, melhorando a qualidade do ar a cada quilômetro da cidade.
Nos últimos anos, tem aumentado consideravelmente o número de autocarros a gás nas principais cidades espanholas. Cidades como Barcelona, ​​Valência, Sevilha e Burgos tem uma ampla rede de transporte público que utiliza gás como combustível. Especificamente no caso de Barcelona e 400 ônibus que circulam gás um total de 1000; como é o caso de Madrid, este percentual chega a 40% de todos os ônibus.
É essencial a implementação do gás em transportes públicos e veículos particulares, táxis e outros serviços de frota para assegurar uma redução das emissões para melhorar a qualidade do ar nas cidades. Em um mundo em que existem mais de 20 milhões de veículos a gás em Espanha quase 4.600 carros que circulam com esta energia, principalmente ônibus em 40% e caminhões de coleta de lixo em 29%. Também digno de nota é que 22 províncias espanholas já têm provisão de estações públicas, o número de estações para veículos a gás natural 92: 42 deles são públicos (a maioria localizada em Barcelona e Madrid), e os restantes 50 privada.
É evidente que o mundo está se movendo em direção a presença de novas tecnologias nos transportes. As principais marcas estão a comercializar suas versões do gás no transporte, e até o ano de 2045 espera-se que o número de alimentado por este combustível em Espanha poderia exceder 660.000 veículos, dos quais quase 140 mil seriam ônibus. Mas ainda há muito trabalho a ser feito em favor do transporte sustentável e limpo. Estou convencido de que, dados os desafios ambientais muito importantes que enfrentamos, temos de unir esforços, todas as empresas e autoridades competentes, através da melhoria da qualidade do ar nas cidades espanholas e o consequente impacto positivo na saúde das pessoas que habitam.

Fonte: El País ( Espanha)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Gás em terra: agenda inadiável para o Brasil

Enquanto países, como Estados Unidos, China, Argentina e México, investem na produção e no consumo de gás natural, o Brasil convive com a escassez e os preços elevados do combustível. Além das reservas associadas ao petróleo em águas profundas, dados da Agência Internacional de Energia mostram que a produção de gás em terra no Brasil pode passar dos atuais 3 bilhões de m3ao ano para 20 bilhões de m3 em 2035.
Trata-se de potencial invejável, que pode acabar com a dependência nacional de gás natural importado, reduzir os preços, garantir o abastecimento e melhorar a competitividade da indústria nacional. No entanto, a própria Agência Internacional de Energia destaca que o Brasil só conseguirá aumentar a produção do gás em terra com investimentos de US$ 6 bilhões ao ano. Esse valor muito provavelmente não virá de gigantes do setor, pois, para essas companhias é mais interessante e mais lucrativo priorizar a exploração de petróleo dos poços em alto-mar. Os resultados da 12a e 13arodadas de leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP) comprovam essa realidade.
As características da exploração do gás não convencional nos Estados Unidos e no Canadá indicam que a atividade atrai grande número de empresas de médio e pequeno porte. Isso porque a produção de gás em terra não requer investimentos vultosos e tecnologias complexas como a exploração em alto-mar. A atração das empresas para o setor requer a implantação de medidas adequadas, como fez os Estados Unidos. A política norte-americana que visa à redução das importações de petróleo reúne incentivos, regulações técnicas e ambientais que estimularam os investimentos privados na exploração e na produção de gás natural não convencional.

Os sucessivos investimentos na exploração de gás de xisto nos Estados Unidos aumentaram a oferta mundial de combustíveis e foram decisivos para a redução dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, trazendo benefícios para as empresas e os consumidores. Atentos às oportunidades da produção do gás em terra, outros países, como Colômbia, Argentina, Equador e México, ajustaram as legislações para atrair investimentos ao setor. Enquanto isso, as empresas que atuam no Brasil convivem com regulamentação técnica e ambiental complexa e burocrática, política de conteúdo local incompatível com o baixo nível de desenvolvimento da cadeia de fornecedores e uma estrutura tributária que desestimulam a atividade.
Os resultados dos dois últimos leilões da ANP evidenciam a urgência dessas mudanças. Na 12arodada, realizada ano passado, apenas 72 blocos dos 240 ofertados foram arrematados, sendo 49 foram pela Petrobras. Os resultados da 13a rodada, realizada em 7 de outubro passado, foram ainda piores. Sem a participação da estatal, menos de 14% dos 266 blocos foram arrematados. O resultado só não foi pior graças ao protagonismo e ao espírito empreendedor de empresas brasileiras que confiam no potencial de exploração de gás em terra.
Os exemplos dos demais países confirmam que o êxito do Brasil na produção de gás em terra depende da remoção de barreiras econômicas e regulatórias e da adoção de agenda que promova a modernização e a expansão do setor. Entre essas medidas, estão a organização de processos de licitação de blocos exploratórios com regularidade e previsibilidade, a simplificação e a padronização das informações exigidas nas diversas fases do processo de licenciamento técnico e ambiental e a promoção do livre acesso à infraestrutura de transporte do gás natural. A segurança energética necessária à produção de eletricidade, a custos competitivos, passa pela disponibilidade do gás natural on shore. O desenvolvimento da exploração e de um mercado dinâmico para o combustível ajudará o país recuperar o crescimento econômico, em um ambiente de abundância de energia a preços competitivos.
Fonte: Abegás

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Procura pelo GNV cresce 30% em Ponta Grossa (PR)

Com os recentes reajustes dos combustíveis (etanol, gasolina e diesel), o Gás Natural Veicular (GNV) amplia suas vantagens econômicas em relação aos líquidos. Um metro cúbico do GNV está custando menos que um litro do etanol, porém ele rende quase o dobro – se com um litro do combustível líquido derivado da cana o veículo percorre sete quilômetros, com um metro cúbico do GNV ele percorre 13 quilômetros. A conscientização do público sobre essa grande diferença está elevando o movimento nas empresas especializadas na conversão dos veículos para GNV e instalação dos kits.
Na empresa ‘Silva Center GNV’, por exemplo, localizada em Ponta Grossa, houve um aumento superior a 30% na procura pela conversão. “Recentemente houve esse crescimento na procura tanto para a economia de combustível, já que com o GNV é possível percorrer uma maior quilometragem gastando menos, quanto pela redução do IPVA, que de 3,5% do valor do carro, cai para 1%”, declara Sidney Silva, proprietário da empresa. Baseado na redução do imposto, Silva lembra que é possível que o proprietário recupere o investimento na conversão somente ao pagar o IPVA, e que depois o motorista pode usufruir de todos os benefícios de poupar rodando com o GNV.
Mais do que a economia, o GNV também traz outros dois benefícios: o ambiental e a segurança. “O GNV é ecologicamente correto, um combustível limpo. Tem a queima uniforme, sem foligem, sem resíduo, sem poluição. E sem contar a segurança, já que é um combustível que se dissipa rapidamente em caso de vazamentos, e os cilindros são projetados para resistirem em situações de colisões de altas temperaturas”, completa. A ausência de fuligem permite maior durabilidade do motor, já que as trocas de óleo podem ser prolongadas e as velas de ignição terão a vida útil estendida.
O empresário ainda lembra que os kits de GNV são removíveis, e que, com isso, eles podem ser retirados e instalados em outro veículo, caso o proprietário troque de carro. E, destaca que é um combustível a mais como opção ao motorista, e que os outros combustíveis líquidos podem ser utilizados normalmente – como em caso de viagem, onde gás veicular pode não ser encontrado em postos.

A Silva Center GNV, que não só instala kits, mas também faz a revisão e a requalificação de cilindro, está em novo endereço (Avenida Visconde de Mauá, 2788, ao lado da Toycas), em um espaço mais moderno, para atender melhor aos clientes. A instalação de um kit custa a partir de R$ 3,5 mil.
Opção  –  97% dos carros podem receber kit
Os kits podem ser instalados em praticamente qualquer tipo de carro. Segundo Silva, 97% dos automóveis que circulam no país podem ser adaptados, de antigos a importados que saem das concessionárias. Atualmente os kits de quinta geração, importados, geram melhor rendimento. “Eles trazem muita pouca perda de potência e é mais econômico que um kit de terceira geração. Ao ligar o carro, ele funciona com combustível líquido, mas logo automaticamente já passa para o gás, sem trancos, no tempo de injeção correto”, completa. Assim, evita transtornos dos antigos kits, como dos bicos injetores trancados quanto o motorista esquecia de utilizar o combustível líquido.

Fonte: Jornal da Manhã

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Copel propõe parceria à russa Gazprom na construção de térmicas a gás no Paraná

A estatal paranaense Copel pretende atrair a estatal russa Gazprom para uma parceria na construção de térmicas a gás no Paraná. O projeto prevê não apenas  a geração de energia, mas também a construção da infraestrutura necessária para a instalação de novas usinas no estado. Estão no planejamento elaborado pela Copel a ampliação da usina de Araucária, a instalação de uma nova térmica no litoral do estado,  esta com capacidade de 1.200 MW, a construção de um gasoduto que ligue o litoral paranaense e a região metropolitana de Curitiba e a instalação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) conjugado a uma unidade de regaseificação. O empreendimento teria capacidade para processar 10 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
A proposta foi entregue à Gazprom pelo governador paranaense Beto Richa. O político lidera uma missão internacional cujo objetivo é atrair novos investimentos para o estado do Paraná.
De acordo com a agência de notícias do governo estadual, Richa também consultou a empresa sobre a possibilidade de a Gazprom fornecer GNL ao estado, um insumo que seria recebido no terminal e então convertido em gás no estado gasoso na unidade de regaseificação. O consumo local está atualmente em 3,6 milhões de metros cúbicos por dia, volume destinado à distribuidora local Compagás e à térmica de Araucária.
Ainda nesta segunda-feira, Richa esteve na sede do Vnesh Econom Bank (VEB), o banco de desenvolvimento da Rússia, onde discutiu a possibilidade de obter financiamento para obras de infraestrutura no estado.
China
Antes de passar pela Rússia, o governador do Paraná esteve na China, onde também promoveu agenda de encontros com autoridades locais e empresas. Uma das reuniões foi com representantes da State Grid, estatal chinesa que foi parceira da Copel em três grandes projetos de transmissão de energia no Brasil, com investimento total de R$ 3,6 bilhões. A reunião contou com a presença do presidente da Copel, Luiz Fernando Vianna.
O conteúdo dos encontros não foi revelado, porém é natural imaginar que uma eventual repetição da parceria em futuros leilões foi um dos temas em discussão.
A State Grid revelou em julho passado, por intermédio do vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Administrativo, Qu Yan, que a companhia também estaria interessada em projetos de geração no Brasil. No próximo dia 6 de novembro, a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promoverá leilão de geração para a licitação de 29 usinas cujas concessões se encerraram nos últimos meses ou serão a ser encerradas até o final do ano. Alguns desses ativos eram operados pela própria Copel.

fonte: ABEGAS

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Residências batem recorde de consumo de gás natural no Paraná

O volume de gás natural distribuído para o segmento residencial bateu novo recorde. De acordo com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas), no mês de setembro, o volume de vendas do combustível para residências ultrapassou a marca de 26,8 mil m³/dia, um crescimento de 13% em relação ao mês de julho, quando a companhia já tinha registrado o maior consumo do segmento no ano. Levando em conta o acumulado do volume de gás natural distribuídos nos nove meses de 2015, o consumo residencial foi 21,4% maior do que no mesmo período do ano passado.
No mês de setembro, a Compagas também superou a marca de 30 mil clientes no Paraná, sendo destaque o segmento residencial com 30.100 unidades domiciliares ligadas, ou seja, com o gás natural disponível para utilização. “O segmento residencial representa cerca de 1% do volume total de gás natural comercializado no pela Compagas, no entanto, a representatividade em número de clientes é de 98%”, destaca o gerente de vendas urbano da Compagas, Mauro Melara.
De janeiro a setembro, 65 prédios da capital paranaense passaram a utilizar o gás natural, somando 4.634 novos domicílios atendidos. Ao todo, são 623 edifícios que já utilizam o sistema, totalizando 30.100 residências.
As vantagens oferecidas pelo gás natural em relação a outros combustíveis estão entre as principais causas para o aumento no consumo e no número de clientes, além dos novos empreendimentos que já são construídos para serem entregues com o gás natural, cada vez mais empreendimentos habitados migram para o combustível canalizado. “Por apresentar densidade específica menor que a do ar, em casos de vazamento, a dispersão do gás natural na atmosfera é mais rápida, reduzindo os riscos de acidentes. O fornecimento contínuo elimina a preocupação do consumidor com estoque de combustível, sem a necessidade de destinar um local do edifício para armazenar botijões de gás, o que otimiza as áreas comuns do prédio e, além disso, reduz o número de caminhões que atrapalham o trânsito e os moradores”, ressalta Melara. Outro ponto forte entre os benefícios é a possibilidade da medição individual do consumo, com a fatura emitida em nome do cliente.

Atualmente são mais de 20 bairros atendidos pela Compagas em Curitiba e a companhia também tem planos de expandir a rede residencial para Araucária e Ponta Grossa nos próximos anos. Para conferir o mapa completo da rede de distribuição da rede para o segmento residencial, acesse:http://www.compagas.com.br/rede-de-distribuicao-de-gas.

Fonte: Abegás