segunda-feira, 30 de abril de 2012

Palestra na Associação Comercial e Empresarial de Toledo

Na sexta-feira, dia 27/04 houve uma reunião para discutir sobre a importância do gás natural para o desenvolvimento da região oeste do Paraná, em especial Toledo e cidades próximas.
A reunião teve início com o industriário Edésio Agostinho Reichert, presidente da ACIT - Associação Comercial e Empresarial de Toledo, falando sobre os planos de crescimento do município. Após o Gestor de Relações Institucionais da Compagas, Alexandre Capanema explanou sobre a funcionalidade e importância do Gás Natural como matriz energética para o crescimento e desenvolvimento da região. 
Além disso, foi falado sobre os planos de expansão da própria Compagas, bem como as diretrizes colocadas por seu Presidente, Sr. Luciano Pizzatto que visa com isso pode gerar desenvolvimento para todas as regiões do Estado. Ficou definida uma futura visita técnica para viabilizar a implantação do melhor modelo para a região.
Houve um grande debate após o término da explanação, com a participação de vários empresários e membros da ACIT.
Finalizando a reunião, foi assinada pelos presentes uma carta de intenção para busca de investimentos nesta fonte energética para a região.

fonte: Assessoria


SP cria política para gás natural


Além de cogeração e climatização, ideia é usar o combustível no transporte, movimentação de cargas 
e como insumo petroquímico 

O governo paulista já tem proposta de política para ampliar a participação do gás natural na matriz energética do estado. Além de cogeração e climatização, a ideia é usar o combustível no transporte urbano e na movimentação de cargas. Mas há intenção de também incrementar o consumo como matéria prima do setor petroquímico. 

Essas informações constam de relatório sobre O&G recém-divulgado pela Secretaria de Energia. A íntegra dos detalhes da proposta, elaborada no âmbito do Conselho Estadual de Petróleo e Gás (CEPG), vai integrar o Plano de Energia do Estado de São Paulo (PEE2020), cuja divulgação por enquanto não tem data definida. 

Ainda de acordo com o documento, a Finep aprovou proposta para criação do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia Paulista de Petróleo e Gás. O objetivo é  capacitar micro, pequenas e médias indústrias da cadeia produtiva de O&G, apoiando a elaboração de planos de gestão da inovação e projetos elegíveis a fomento. 

A iniciativa se desenvolverá ao longo do biênio 2012/2013 pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (USP/FUSP), com apoio do Senai local e do Centro Paula Souza, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. 

Fonte: Brasil Energia 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A idade do ouro do gás natural


Por Ricardo Pinto* 

A Agência Internacional de Energia tem mostrado que estamos no início da idade de ouro do gás natural. O aumento da produção mundial, graças principalmente à exploração de reservas não convencionais, como o gás de xisto, e o menor potencial poluidor do insumo entre as fontes fósseis de energia lhe garantem essa importância em tempos de mudanças climáticas. O fato de se tratar de um combustível estratégico para a indústria, pois pode ser usado com altíssimos níveis de eficiência e competitividade, completa esse cenário do gás natural como protagonista energético deste século. 

O aumento da participação do combustível na matriz energética também se verifica no Brasil. Por aqui, junto com a ampliação das reservas, a regulamentação da Lei 11.909/2009, a Lei do Gás, abre espaço para um uso mais intenso do energético em todas as regiões do País. Um exemplo do seu potencial indutor de consumo é a criação das figuras do consumidor livre, autoimportador e autoprodutor. 

Os próximos passos cabem aos estados que, mesmo que não possuam áreas produtoras relevantes, têm de estabelecer os próprios marcos regulatórios para que os avanços da lei federal se concretizem entre os consumidores (uma vez que a Constituição brasileira estabelece que o segmento de distribuição é de responsabilidade dos estados). E o Rio Grande do Sul vive justamente esse momento – de grandes oportunidades – uma vez que a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) tem se mostrado atenta à necessidade de definição de regras para criar um mercado local competitivo. Somados com a perspectiva de instalação de um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) na região, esses avanços indicam que o Estado não só poderá contar com volumes expressivos do combustível nos próximos anos, como terá condições regulatórias para disponibilizá-los aos consumidores em condições competitivas. 


A garantia de condições regulatórias que permitam a oferta competitiva do insumo é o principal caminho para o Rio Grande do Sul trilhar a sua própria era do ouro do gás natural. 

*Ricardo Pinto é Coordenador de Energia Térmica da Associação Brasileira de Grandes 
Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres 

Fonte: Jornal do Comércio 

IV Fórum de Marketing das Companhias Distribuidoras de Gás Natural


Objetivo é compartilhar os resultados de 2011 e discutir o mercado de GNV

Com o objetivo de compartilhar os principais resultados de 2011 e discutir as perspectivas do mercado, a Compagas sedia, nesta quarta e quinta-feira (25 e 26), o IV Fórum de Marketing das Companhias Distribuidoras de Gás Natural. O tema do encontro será o Gás Natural Veicular (GNV).
Durante os dois dias, profissionais da PBGás, Algás, Bahiagás, Sergás, Copergás, Sulgás, SCGás, da Mitsui e da Compagas farão apresentações sobre suas práticas já aplicadas no mercado e discutirão os resultados e principais desafios do segmento para os próximos anos. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), a Comgás e a Ceg também participam do Fórum para apresentar suas ações no setor. 
Ana, Eu, Mariana e Tatiana - Marketing da Compagas


“Nosso objetivo é compartilhar as experiências já desenvolvidas em cada distribuidora e discutir as ações que ainda podem ser desenvolvidas em cada Estado para que possamos aumentar a participação do GNV no mercado de gás natural brasileiro”, ressalta a Gerente de Marketing e Comunicação da Compagas, Patricia Alberti. O evento acontece no Hotel Radisson.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fiat começa a vender 500 carros movidos a gás, na Europa





Sem muito alarde ou lançamento oficial, a Fiat começou a vender na Europa o compacto 500 movido a gás natural (GNV). A novidade chega apenas na versão topo de linha, Lounge, equipada com motor 1.2 8V com 69 cv de potência e câmbio manual de cinco velocidades. Além de algumas modificações mecânicas o modelo também recebeu um compartimento para armazenar o combustível. De acordo com dados da homologação, o 500 movido a GNV faz 19 km com um litro de gasolina e 15 km com um metro cúbico de gás. No Velho Continente a versão topo sai por € 15.250 (R$ 37.628) com teto solar, sete airbags, ar-condicionado e rodas de liga leve.

Fonte: Icarros

O Gás Natural no Brasil

A utilização do gás natural no Brasil começou modestamente por volta de 1940, com as descobertas de óleo e gás na Bahia, atendendo a indústrias localizadas no Reconcavo Baiano. Após alguns anos, as bacias do Recôncavo, Sergipe e Alagoas destinavam quase em sua totalidade para a fabricação de insumos industriais e combustíveis para a RLAM e o Pólo Petroquimico de Camaçari.
Com a descoberta da Bacia de Campos as reservas provadas praticamente quadruplicaram no período 1970-hoje (com a crise de 1970 no Oriente Medio e a descoberta da Bacia de Campos em seguida do Camada Pré-Sal ). O desenvolvimento da bacia proporcionou um aumento no uso da matéria-prima, elevando em 2,7% sua participação na matriz energética nacional.
Com a entrada em operação do Gasoduto Brasil-Bolivia em 1999, com capacidade de transportar 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia (equivalente a metade do atual consumo brasileiro), houve um aumento expressivo na oferta nacional de gás natural. Este aumento foi ainda mais acelerado depois do apagão elétrico vivido pelo Brasil em 2001 e 2002, quando o governo optou por reduzir a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira e aumentar a participação das termoelétricas movidas à gás natural.
Nos primeiros anos de operação do gasoduto, a elevada oferta do produto e os baixos preços praticados, favoreceram uma explosão no consumo tendo o gás superado a faixa de 10% de participação na matriz energética nacional.
Nos últimos anos, com as descobertas nas bacias de Santos e do Espírito Santo as reservas Brasileiras de gás natural tiveram um aumento significativo. Existe a perspectiva de que as novas reservas sejam ainda maiores e a região subsal ou "pré-sal" tenha reservas ainda maiores.
Apesar disso, o baixo preço do produto e a dependência do gás importado, são apontados como um dos inibidores de novos investimentos. A insegurança provocada pelo rápido crescimento da demanda e interrupções intermitentes no fornecimento boliviano após o processo de produção do gás na Bolívia levaram a Petrobrás a investir mais na produção nacional e na construção de infra-estrutura de portos para a importação de GNL (Gás Natural Liquefeito). Principalmente depois dos cortes ocorridos durante uma das crises resultantes da longa disputa entre o Governo Evo Morales e os dirigentes da província de Santa Cruz, obrigaram a Petrobrás reduzir o fornecimento do produto para as distribuidoras de gás do Rio de Janeiro e São Paulo no mês de novembro de 2006.
Assim, apesar do preço relativamente menor do metro cúbico de gás importado da Bolívia, a necessidade de diminuir a insegurança energética do Brasil levou a Petrobrás a decidir por uma alternativa mais cara porém mais segura: a construção de terminais de importação de GNL no Rio de Janeiro e em Pecém, no Ceará. Ambos os terminais já começaram a funcionar e permitem ao Brasil, importar de qualquer país praticamente o mesmo volume de gás que hoje o país importa da Bolívia.
Para ampliar ainda mais a segurança energética do Brasil, a Petrobrás pretende, simultaneamente, ampliar a capacidade de importação de gás construindo novos terminais de GNL no sul e sudeste do país até 2012, e ampliar a produção nacional de gás natural nas reservas da Santos.


Fonte: ANP - Agência Nacional do Petróleo

História do Gás Natural

O gás natural é conhecido pela humanidade desde os tempos da antiguidade. Em lugares onde o gás mineral era expelido naturalmente para a superfície, povos da antiguidade como Persas, Babilônicos e Gregos construiram templos onde mantinham aceso o "fogo eterno".
Um dos primeiros registros históricos de uso econômico ou socialmente aproveitável do gás natural, aparece na China, nos séculos XVIII e XIX. Os chineses utilizaram locais de escape de gás natural mineral para construir auto-fornos destinados à cerâmica e metalurgia de forma ainda rudimentar.
O gás natural passou a ser utilizado em maior escala na Europa no final do século XIX, com a invenção do queimador Bunsen, em 1885, que misturava ar com gás natural e com a construção de um gasoduto à prova de vazamentos, em 1890.
Porém as técnicas de construção de gasodutos eram incipientes, não havendo transporte de grandes volumes a longas distâncias, conseqüentemente, era pequena a participação do gás em relação ao óleo e ao carvão. Entre 1927 e 1931, já existiam mais de 10 linhas de transmissão de porte nos Estados Unidos, mas sem alcance interestadual, no final de 1930 os avanços da tecnologia já viabilizavam o transporte do gás para longos percursos. A primeira edição da norma americana para sistemas de transporte e distribuição de gás (ANSI/ASME B31.8) data de 1935.
O grande crescimento das construções pós-guerra, durou até 1960, foi responsável pela instalação de milhares de quilômetros de gasodutos, dados os avanços em metalurgia, técnicas de soldagem e construção de tubos. Desde então, o gás natural passou a ser utilizado em grande escala por vários países, dentre os quais podemos destacar os Estados Unidos, Canadá e Japão além da grande maioria dos países Europeus, isso se deve principalmente as inúmeras vantagens econômicas e ambientais que o gás natural apresenta.

Fonte: ANP - Agência Nacional do Petróleo